quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Colecção cromos portugueses - Nº. 2

Lembram-se dele ? o nosso amigo calceteiro, cantor, político, escritor e tudo o mais que ele pense que possa ser, e que nós (os Portugueses) lhe permitamos que seja.

Aqui podemos "admirar" a sua faceta de cantor.
A canção com uma letra de grande profundidade, uma música que fácilmente entra no ouvido (mesmo de quem seja surdo) e um nome tão sugestivo só podia ter sido escrita por Tino de Rans Poeta.
"Põ, põ, põ, com mantega é bem bom".


Diz-se um homem que não gosta de projectos, mas sim de obras.
Aparvalhemo-nos então com a sua faceta de político. Digam lá se não gostavam que os nossos políticos fossem todos assim tão "autênticos" como ele.
(Num Congresso do P.S.)


Podemos ainda ficar estupefactos se lermos a sua autobiografia chamada "De Palanque Em Palanque". Não resisto a partilhar convosco um pequeno excerto desse livro:
"Há nove meses atrás, dei comigo a passar para o papel aquilo que me ia na alma. Em pequenino, sempre tive a mania de que um dia iria ser escritor, mas daí até o ser, a distância era muita. Pensei: ou agora ou nunca. Se não me ponho fino, ainda passo ao lado da realização de um sonho de qualquer homem."

Grande homem! Conseguiu por Rans no mapa (antes não aparecia nem nas coordenadas dos GPS ), dignificar a profissão de calceteiro (uma profissão muito mal vista antes dele aparecer), mostrar que um cantor para ter sucesso não precisa de saber cantar, ensinar aos politicos como é possível sê-lo sem perceber nada de politica, e realizar o seu sonho (seria o único que tinha ?) de ser escritor.

É de mais homens deste calibre que precisamos neste nosso Portugal ...

1 comentário:

Maria disse...

O Tino de Rans é uma figura....

Beijos