
Descobriu que o dia em que foi despedido lhe abriu um mundo de oportunidades novas e é a isso que chama "a arte da possibilidade".
Benjamin Zander (Maestro) entrevistado para a TSF por Carlos Vaz Marques


Preciso ser um outro
para ser eu mesmo
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem insecto
Sou areia sustentando
o sexo das árvores
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro
No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
Mia Couto

Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres são tão contraditórios que é impossível atender ás suas demandas, satisfazê-los. Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro...
Dalai Lama1
Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.
2
E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.
3
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
4
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?
Bertolt Brecht

Roland Tchakounté é a prova viva de que o Blues não conhece fronteiras. Nascido nos Camarões, longe dos campos de algodão que refinaram o estilo dos seus ancestrais, começou a sua aprendizagem musical pela percussão e pela guitarra. De seguida, dedicou-se ao piano a à harmónica. Roland Tchakounté conseguiu criar uma síntese perfeita entre as suas raízes Africanas e o Blues, interpretando com s
ingularidade um repertório de grande qualidade.
O seu álbum Waka, lançado em Fevereiro de 2008, ficou marcado por um concerto (esgotado) no New Morning, em Paris. Desde então, viajou pelo mundo e marcou presença na Bélgica, Canadá, Indonésia, Vietname, Malásia, Lituânia, Croácia, África (Burkina Faso, Mali), mas também em Cognac, Vaison la Romaine e outras cidades francesas. Roland Tchakounté descreve a sua música como "selvagem melodia", utilizada para abordar sentimentos, muitas vezes tristes ou felizes, mas também para expressar o estado de abandono em que mergulhou o continente Africano. Ele não esconde a sua admiração por artistas como Sun House, Robert Johnson, Edmore James, Muddy Waters, John Lee Hooker e Ali Farka Touré, que respeita como seus verdadeiros mestres. Utópico assumido, o seu desejo é o de tornar a espécie humana numa única grande família, sem distinções de raça ou cor.
Preço: 10,00 euros
