sexta-feira, 11 de maio de 2012
A minha música para hoje dia 11 de Maio - Rui Veloso - Cavaleiro Andante
Porque tu és o meu cavaleiro andante
Que mora no meu livro de aventuras
Posso chorar no teu peito
As mágoas e as desventuras
Sempre que o vento me ralhe
E a chuva de maio me molhe
Sempre que o meu barco encalhe
E a vida passe e não me olhe
Porque tu és o meu o cavaleiro andante
Que o meu velho medo inventou
Posso ir chorar no teu peito
Pois sei sempre onde estás
Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco me persiga
E me chame nomes na rua
Posso ir chorar no teu peito
Longe de tudo o que é mau
Tu irás estar sempre ao meu lado
No teu cavalo de pau ...
OBRIGADA !!!!!!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Como os nossos pais ...
Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais.
domingo, 6 de maio de 2012
GAC - Ronda do Soldadinho
S
Letícia Thompson
Ser mãe dói.
Dói quando o filho nasce e ela pergunta a si própria como o vai saber educar. Dói quando, tendo o futuro todo pela frente, ela se sente perdida, como se o mundo não tivesse continuação. Dói quando o filho chora de noite e ela não sabe bem como acalmá-lo.
Ser mãe dói quando o filho fica doente e ela quer trocar de lugar com ele e não pode.
Ser mãe dói quando o filho não quer ir à escola e ela precisa fazer um esforço sobrenatural para não chorar ao deixá-lo. Mas dói também, quando ao deixá-lo na escola, ele dá um sorriso e diz adeus. Dói sentir que ele se desprega, se solta, se torna independente. Como dói!!!
Ser mãe dói quando o filho tem problemas na escola e ela precisa ouvir com naturalidade as queixas. Doem a adolescência e as questões existenciais.
Deve ser uma dor imensa ver um filho ir para a guerra. Deve doer imensamente ver um filho seguir caminhos diferentes dos que julgamos corretos. Mãe que vê o filho sofrer, sofre a dobrar.
Ser mãe é uma missão que dói a vida inteira.
Ser mãe é ter a dádiva do dar. Ela planta e sabe que não é para ela.
Ser mãe dói sim. Mas engrandece também. A medida da dor é também a medida da alegria de ver o filho feliz.
A maternidade é a corôa de toda a mulher. De espinhos... mas de flores também!
Benditas sejam todas as mães do mundo!!!
Letícia Thompson
Ser mãe dói.
Dói quando o filho nasce e ela pergunta a si própria como o vai saber educar. Dói quando, tendo o futuro todo pela frente, ela se sente perdida, como se o mundo não tivesse continuação. Dói quando o filho chora de noite e ela não sabe bem como acalmá-lo.
Ser mãe dói quando o filho fica doente e ela quer trocar de lugar com ele e não pode.
Ser mãe dói quando o filho não quer ir à escola e ela precisa fazer um esforço sobrenatural para não chorar ao deixá-lo. Mas dói também, quando ao deixá-lo na escola, ele dá um sorriso e diz adeus. Dói sentir que ele se desprega, se solta, se torna independente. Como dói!!!
Ser mãe dói quando o filho tem problemas na escola e ela precisa ouvir com naturalidade as queixas. Doem a adolescência e as questões existenciais.
Deve ser uma dor imensa ver um filho ir para a guerra. Deve doer imensamente ver um filho seguir caminhos diferentes dos que julgamos corretos. Mãe que vê o filho sofrer, sofre a dobrar.
Ser mãe é uma missão que dói a vida inteira.
Ser mãe é ter a dádiva do dar. Ela planta e sabe que não é para ela.
Ser mãe dói sim. Mas engrandece também. A medida da dor é também a medida da alegria de ver o filho feliz.
A maternidade é a corôa de toda a mulher. De espinhos... mas de flores também!
Benditas sejam todas as mães do mundo!!!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Porque a vida sem ternura não é lá grande coisa ...
Li-o quatro ou cinco vezes já há muitos anos, voltei a lê-lo agora porque um projeto em que me envolvi me desafiou a faze-lo: "O meu pé de laranja-lima" . Lembro-me que chorei todas as outras vezes que o li mas nunca tanto como agora. A comoção começou logo no primeiro capítulo e acompanhou-me até ao fim da leitura. Porquê ?!? Talvez porque a TERNURA se foi perdendo lentamente durante os anos, nesta nossa sociedade sempre em transformação, certamente "... porque a vida sem TERNURA não é lá grande coisa ... "
“Enfeite-se com margaridas e ternura e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse nos seus olhos e beba licor de névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases subtis e palavras de galanteria.”
quarta-feira, 25 de abril de 2012
O segredo está na pureza, na entrega absoluta, no amor incondicional.
São estas as principais diferenças entre os homens e os animais.
Os animais são fiéis e reconhecidos e fazem questão de o demonstrar.
Não precisam de luxo para serem felizes, basta-lhes amor e alimento.
Sempre os admirei, mas a minha admiração aumenta proporcionalmente ao conhecimento sobre o ser humano.
Prefiro os animais a muitas (imensas) pessoas e nos tempos que correm cada vez mais.
Partilho e sempre partilhei com eles a sua filosofia de vida e os seus princípios inabaláveis.
Talvez um dia decida cortar todos os laços que me prendem aos homens e me dedique apenas aos animais.
Talvez seja esse o meu caminho para a felicidade.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Poema para este fim de semana, porque desde há muito tempo sou fã do pensamento-chão.
POEMA
A maioria das doenças que as pessoas tem, são poemas presos: absessos, tumores, nódulos, pedras.
São palavras calcificadas.
São poemas sem vazão.
... Mesmo cravos pretos, espinhas, cabelo encravado, prisão de ventre, poderiam um dia, ter sido poema. Mas, não. Pessoas adoecem da razão de gostar de palavra presa.
Palavra boa é palavra líquida, escorrendo em estado de lágrima. Lágrima é dor derretida, dor endurecida é tumor.
Lágrima é raiva derretida, raiva endurecida é tumor.
Lágrima é alegria derretida, alegria endurecida é tumor.
Lágrima é pessoa derretida, pessoa endurecida é tumor.
Tempo endurecido é tumor, tempo derretido é poema.
E você pode arrancar os poemas endurecidos do seu corpo, com buchas vegetais, óleos medicinais, com a ponta dos dedos, com as unhas, você pode arrancar poemas com alicate de cutículas, com o pente, com agulha, com pomada basilicão, com massagens e hidratação, mas não use bisturi - quase nunca.
Em caso de poemas difíceis, use a dança. A dança é uma forma de amolecer os poemas endurecidos do corpo. Uma forma de soltá-los das dobras, dos dedos dos pés, das unhas. São os poema-coccix, os poema-peito, os poema-olho, os poema-sexo, os poema-cílio.
Atualmente eu ando gostando de pensamento-chão. Pensamento-chão é poema que nasce do pé, poema de pé-no-chão. Poema de pé-no-chão é poema de gente normal, gente simples, gente de espírito santo. Eu venho do espírito santo. Eu sou do espírito santo. Eu trago a vitória do espírito santo. Santo, é o espírito capaz de operar milagres sobre si mesmo.
--Viviane Mosé*
A maioria das doenças que as pessoas tem, são poemas presos: absessos, tumores, nódulos, pedras.
São palavras calcificadas.
São poemas sem vazão.
... Mesmo cravos pretos, espinhas, cabelo encravado, prisão de ventre, poderiam um dia, ter sido poema. Mas, não. Pessoas adoecem da razão de gostar de palavra presa.
Palavra boa é palavra líquida, escorrendo em estado de lágrima. Lágrima é dor derretida, dor endurecida é tumor.
Lágrima é raiva derretida, raiva endurecida é tumor.
Lágrima é alegria derretida, alegria endurecida é tumor.
Lágrima é pessoa derretida, pessoa endurecida é tumor.
Tempo endurecido é tumor, tempo derretido é poema.
E você pode arrancar os poemas endurecidos do seu corpo, com buchas vegetais, óleos medicinais, com a ponta dos dedos, com as unhas, você pode arrancar poemas com alicate de cutículas, com o pente, com agulha, com pomada basilicão, com massagens e hidratação, mas não use bisturi - quase nunca.
Em caso de poemas difíceis, use a dança. A dança é uma forma de amolecer os poemas endurecidos do corpo. Uma forma de soltá-los das dobras, dos dedos dos pés, das unhas. São os poema-coccix, os poema-peito, os poema-olho, os poema-sexo, os poema-cílio.
Atualmente eu ando gostando de pensamento-chão. Pensamento-chão é poema que nasce do pé, poema de pé-no-chão. Poema de pé-no-chão é poema de gente normal, gente simples, gente de espírito santo. Eu venho do espírito santo. Eu sou do espírito santo. Eu trago a vitória do espírito santo. Santo, é o espírito capaz de operar milagres sobre si mesmo.
--Viviane Mosé*
quinta-feira, 19 de abril de 2012
José Gomes Ferreira
|
O Nosso Mundo é Este
O nosso mundo é este
Vil suado
Dos dedos dos homens
Sujos de morte.
Um mundo forrado
De pele de mãos
Com pedras roídas
das nossas sombras.
Um mundo lodoso
Do suor dos outros
E sangue nos ecos
Colado aos passos…
Um mundo tocado
Dos nossos olhos
A chorarem musgo
De lágrimas podres…
Um mundo de cárceres
Com grades de súplica
E o vento a soprar
Nos muros de gritos.
Um mundo de látegos
E vielas negras
Com braços de fome
A saírem das pedras…
O nosso mundo é este
Suado de morte
E não o das árvores
Floridas de música
A ignorarem
Que vão morrer.
E se soubessem, dariam flor?
Pois os homens sabem
E cantam e cantam
Com morte e suor.
O nosso mundo é este….
( Mas há-de ser outro.)
É preciso acreditar, e acima de tudo é urgente lutar para que não sejam utópicas as palavras do poeta .
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Óleo de Paula Rêgo
"Tem mê" dizia ela ainda muito pequenina quando alguma coisa a assustava. Lembrava-se com grande clareza, e apesar dessas palavras serem balbuciadas numa idade de que geralmente temos pouca consciência, do medo que sentia quando as dizia. Cresceu sempre lutando contra os medos que a vida lhe foi oferecendo.
Mark Twain escreveu um dia : a coragem é a resistência ao medo, o domínio do medo, e não a ausência do medo.
Jean-Paul Sartre disse: Todos os homens têm medo. Quem não tem medo não é normal; isso nada tem a ver com a coragem.
Nunca quis que lhe chamassem ou a considerassem corajosa. A opinião dos outros sobre esta matéria pouco lhe interessava e além disso nunca contara a ninguém desse sentimento que raramente a abandonava. Ambicionava somente não sentir o medo apertando o seu peito e nunca desistiu de lutar para exorcizar o medo que vivia dentro dela.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
E de novo Portugal suicidado !!!
As portas que Abril abriu
José Carlos Ary dos Santos
...
Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.
...
E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.
...
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
Como esquecemos nós a força do nosso grito, como permitimos nós cerrar as portas que Abril abriu?!?
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