terça-feira, 13 de julho de 2010

O Live Aid aconteceu há precisamente 25 anos. Por onde andam a fraternidade e a solidariedade ?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Pátria lusa já tem blog : http://patrialusabar.blogspot.com/
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No Pátria Lusa hoje temos fado, amanhã e sábado bossa nova. No Pátria Lusa a prioridade é a música de qualidade !!!!!!!!!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Um miminho para um amigo. E afinal de contas quem não admira as tunas pelo trabalho que efectuam em prol da nossa música popular e não só, da música portuguesa em geral .

terça-feira, 6 de julho de 2010


Gosto de criar laços. Laços fortes aquecem-me por dentro. Gosto de ter orgulho nas pessoas com quem crio laços. Gosto de gostar. Fico triste quando me desiludem pessoas por quem tinha estima e consideração. Mais triste fico ainda quando descubro que pessoas que admirava pelo seu percurso de vida não merecem a minha admiração. Ontem fui visitar uns amigos que devido ao novo projecto em que estou envolvida há muito não visitava. Tinha muitas saudades daquele espaço. Mais uma vez me senti em família. Gente simples, gente boa, gente sem vaidade, sem manias de superioridade, gente que se dá apenas porque sente prazer em se dar, sem pensar em contrapartidas. Gente como eu ...

Beijos grandes para vocês meus amigos. Ser GRANDE é ser como vocês.

segunda-feira, 5 de julho de 2010


A POESIA É UMA ARMA CARREGADA DE FUTURO

Quando já nada nos resta mas ainda assim sabemos
que estamos vivos de esperança mesmo quando derrotados
desdobramo-nos em forças de um cego instinto que temos
vamos à besta de frente e lutamos cegamente a recusar ser domados

Quando o fantasma da morte nos mergulha no olhar
nascem asas de coragem para confessar as verdades
caem por terra segredos que já não são de ocultar
e partilhamos sensíveis, mesmo quando são terríveis amorosas crueldades

A poesia para o pobre é poesia necessária como o pão de cada dia
como o ar que respiramos treze vezes por minuto
com pulmões desidratados e na voz a asfixia
de gritar por liberdade e mesmo antes da idade ser negro do nosso luto

Porque vivemos aos tombos e tropeçamos nos ossos
dos oprimidos do mundo
os poemas que gritamos não podem ficar só nossos
ou vamos bater no fundo… ou vamos bater no fundo!

Amaldiçoo a poesia concebida como um luxo cultural de parasitas
que lavam as mãos de tudo, corrompidos de vileza
Amaldiçoo a poesia dos falsos iluminados a parir coisas malditas
enquanto nos vão sugando e pouco a pouco engordando, a apodrecer de riqueza

É para os fracos que canto e em cada verso que invento
faço arma da poesia e grito ao meu próprio jeito
o sopro de um novo alento
e este sopro alimenta a poesia-ferramenta que agora te aponto ao peito

Não são versos bem medidos nem o poema obra-prima
são palavras de revolta por tudo nos ser tão duro
Pega nelas, segue em frente, faz a tua própria rima
mas meu irmão, fá-la já, com a arma aqui está, carregada de futuro

Porque vivemos aos tombos e tropeçamos nos ossos
dos oprimidos do mundo
os poemas que gritamos não podem ficar só nossos
ou vamos bater no fundo… ou vamos bater no fundo!

Gabriel Celaya
poema imortalizado pela voz de Paco Ibanez livremente traduzido para português por Pedro Laranjeira





sexta-feira, 2 de julho de 2010






António Gedeão - Poemas

Os meus olhos são uns olhos,
e é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos,
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.


Quem diz escolhos, diz flores!
De tudo o mesmo se diz!
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.


Pelas ruas e estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente!!


Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos!
Onde Sancho vê moinhos,
D.Quixote vê gigantes.


Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!"

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Hoje é dia de fado no "Pátria Lusa".

Há noites que marcam a alma e a vida da gente ...

A noite de quinta feira passada no "Pátria Lusa" marcou a alma de quem lá esteve.

Hoje o "Pátria Lusa" vai receber novamente a extrordinária voz e a mágica presença de Ana Lains.

Aconselho a quem não pode estar presente na quinta feira passada que não perca a noite de hoje.


quarta-feira, 30 de junho de 2010




Get It While You Can
(Jerry Ragovoy, Mort Schuman)

In this world, if you read the papers, Lord,
You know everybody's fighting on with each other.
You got no one you can count on, baby,
Not even your own brother.
So if someone comes along,
He's gonna give you some love and affection
I'd say get it while you can, yeah!
Honey, get it while you can,
Hey, hey, get it while you can,
Don't you turn your back on love, no, no!

Don't you know when you're loving anybody, baby,
You're taking a gamble on a little sorrow,
But then who cares, baby,
'Cause we may not be here tomorrow, no.
And if anybody should come along,
He gonna give you any love and affection,
I'd say get it while you can, yeah!
Hey, hey, get it while you can,
Hey, hey, get it while you can.
Don't you turn your back on love,
No no no, no no no no no.

Oh, get it while you can,
Honey get it when you're gonna wanna need it dear, yeah yeah,
Hey hey, get it while you can,
Don't you turn your back on love,
No no no, no no no no, get it while you can,
I said hold on to somebody when you get a little lonely, dear,
Hey hey, hold on to that man's heart,
Yeah, get it, want it, hold it, need it,
Get it, want it, need it, hold it,
Get it while you can, yeah,
Honey get it while you can, baby, yeah,
Hey hey, get it while you can!

terça-feira, 29 de junho de 2010



You Don't Know My Mind


(Odetta, foi uma cantora, actriz, compositora e activista dos direitos humanos norte-americana. O seu repertório musical consiste em folk music, blues, e jazz. Uma importante figura no American folk music revival dos anos 1950 e 60, ela foi influência musical e ideológica para muitas figuras chave do renascimento folk nesse tempo, incluindo Bob Dylan, Joan Baez, Mavis Staples, and Janis Joplin.)

segunda-feira, 28 de junho de 2010


Palavras e péugas

Deus deu-nos um saco cheio de palavras
a que chamou Vida.
Viver é retirá-las uma a uma,
aleatoriamente,
e ordená-las em “cobrinhas” que façam sentido.
Tudo isto,
é claro,
com as peúgas do avesso.

João Monge