segunda-feira, 12 de abril de 2010

Partilhado de um amigo do Facebook : Bill Leavens.

Este video trazia "coladas" as seguintes palavras:

O cinto de segurança mais belo que alguma vez foi criado. Por favor partilhem este video com todos aqueles de quem gostam. E também com os vossos inimigos.


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Acordar meter os pés no chão ... levantar pegar no que tens mais à mão ! Voltar a rir .. Voltar a andar .. Voltar! Voltar!

Rui Veloso, foi escolhido pelo canal temático BIO para ser a próxima personalidade a homenagear com um documentário biográfico que foi apresentado ontem quinta-feira dia 8 de Abril. A estreia é dia 24 de Abril pelas 22h no Biography.



Voar
Letra a Música de Tim

Eu queria ser astronauta .. o meu país não deixou !
Depois quis ir jogar à bola .. a minha mãe não deixou!
Tive vontade de voltar á escola .. mas o doutor não deixou !
Fechei os olhos e tentei dormir .. aquela dor não deixou !

Oh meu anjo da guarda faz-me voltar a sonhar ..
Faz-me ser astronauta e voar !

O meu quarto é o meu mundo ... o ecrã é a janela !
Não choro em frente à minha mãe ... eu que gosto tanto dela !
Mas esta dor não quer desaparecer ... Vai-me levar com ela !

Acordar meter os pés no chão ... levantar, pegar no que tens mais à mão !
Voltar a rir .. Voltar a andar .. Voltar! Voltar!

voltarei ! voltarei !! voltarei .. voltarei !!
voltarei !! voltarei !!
voltarei!! .. voltarei !!

Acordar meter os pés no chão ... levantar, pegar no que tens mais à mão !
Voltar a rir .. Voltar a andar .. Voltarei!

BOM FIM DE SEMANA !!!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Imagem retirada daqui


O profeta

Sobre a terra cansada de chuva, os nossos passos caminham para o seu além. Corremos, sem tempo e sem fôlego, contando as horas e os minutos que nos conduzem e submetem. Sem isso, não sabemos ter um destino e uma direcção que o encontre. Cada um de nós é um filho de Saturno, aquele que, no terrível quadro de Goya, ele agarra, rasga e devora.

Olhamos à volta e tudo se desencantou. Ouvimos as vozes que dão voz ao espectáculo diário do mundo e é como se muitas palavras iniciada por 'd' se juntassem para nos dizer o que ouvimos: dívida, défice, despesa, desperdício, desemprego, desigualdade, desânimo, desilusão, descrença, descrédito, depressão, desistência, desgraça, desorientação, dúvida, difamação, desonra, dissimulação, desinteresse, desencontro, descida, desvalorização, decréscimo, derrocada, decadência, declínio, descalabro, desgosto, desgaste, destruição, desespero, dor, doença, despedida.

Do ecrã brilhante e sombrio das televisões, onde se exibe como se fosse uma novela numérica, a crise saltou sobre as pessoas, dando razão àquelas palavras antigas vindas de Plauto que Thomas Hobbes fez suas e que Jorge Luis Borges gostava tanto de citar: "Homo homini lupus" ("O homem é o lobo do homem"). Por todo o lado, há uma nuvem baixa de instintos que farejam, despedaçam e assassinam, como se a selva fosse o habitat que mais nos convém.

Fala-se com alguém e logo se escuta um susto, uma ansiedade, uma inquietação, um lamento, uma queixa. E não encontramos argumentos que contrariem essa aflição ou a razão que a gera. Somos até levados a concordar com ela, a avolumá-la, a acrescentá-la. Churchill dizia que era optimista porque isso lhe seria mais útil do que ser pessimista. Mas, na câmara escura em que o mundo se tornou, tudo se fez revelação do negativo, radiografia do esqueleto, reverso da vida. Como ensinou Nietzsche, "se olharmos o abismo, ele retribui-nos o olhar". É disso que agora não podemos fugir. É disso que agora queremos fugir.

Saio de casa e vejo um vulto quebrado que anda sem saber para onde. A roupa acompanha a resistência enraivecida do corpo que cobre. Olho o homem nos olhos desmesurados, tento adivinhá-lo. A sua cólera alcança o Universo e é uma injúria. Grita: "Já não sei o que hei-de fazer para conseguir viver. São todos uns filhos da puta. O mundo está cheio de filhos da puta!" Não lhe pergunto nada, não lhe respondo nada. O seu brado não precisa de perguntas nem de respostas. É uma resposta a todas as perguntas que já foram feitas. É uma pergunta a todas as respostas que já foram dadas. Ele não pára de gritar, e a sua voz é o eco da sua voz: "Filhos da puta! Filhos da puta! Filhos da puta!"

O vulto continua a andar pela rua molhada. Passa em frente de um restaurante da moda. Saem clientes da porta que se abre, enquanto o porteiro faz uma vénia risonha, estendendo a mão para receber a gorjeta. Esses que saem sorriem e ficam a conversar no passeio, antes de irem para os carros. Nas suas roupas há uma felicidade. Nos seus gestos há uma elegância. Só as caras são baças ou brutas. O homem em fúria observa-as, fita-as, enfrenta-as. Diz: "Vocês vão morrer também. Pensam que não morrem, mas morrem. E vão morrer mais depressa do que julgam. Para mim, morrer nunca é cedo. Para vocês, viver nunca é tarde. É essa a minha vantagem." Roda sobre si mesmo. Pergunta: "Já viram a merda que fizeram?! Foderam o mundo e agora nós é que pagamos!" Um casal com ar altivo sai do restaurante e ouve estas palavras iradas. A mulher transforma a altivez em prudência, dizendo baixinho ao marido: "Não ligues, não respondas. É um doido!" Ele ouve-a e grita com uma voz rouca, que às vezes soa sub-humana, outras vezes sobre-humana: "Sou doido, mas vocês é que foderam isto tudo. Tem sido uma festa! E agora ainda querem que a festa continue. À nossa custa. Com a nossa desgraça!" Diz isto e dá uma corrida. Aproveita um automóvel que chega e arruma-o. Estende a mão ao condutor. Recebe uma moeda. Atira-a para o chão, gritando: "Eu não sou arrumador de carros. Fiz isto só para baralhar. Quero que vocês todos se fodam! Arrumem vocês os carros, seus cabrões!"

Faz gestos agressivos, violentos, descontrolados. Fala de Deus - e do Diabo. Diz: "Deus morreu, mas o Diabo não! Vocês são o Diabo. E o mundo que nos dão é o inferno. O Diabo é o único que é feliz no inferno. Por isso, estão felizes. Mas vão pagar isto um dia! Vão pagar!" Subitamente, aparece qualquer coisa na fala daquele homem que perturba a tarde. É como se as suas palavras de maldição viessem do coro de uma tragédia grega. Ou fossem a ameaça de um profeta judeu. De repente, Atenas e Jerusalém estão ali, naquele clamor, naquela rua antiga da cidade que foge do rio.

Oiço-o e caminho. Mesmo à distância, continuo a ouvi-lo. O homem rouco e raivoso continua a gritar. As palavras que grita têm nelas uma praga. Atiradas ao mundo, são um excremento que torna tudo sujo - real.


Texto publicado na edição do Actual de 20 de Março de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Pot Pourri


POSSARAS que voltou em força a Primavera!!!

"Hoje vimos umas andorinhas nos céus do Cais do Sodré, eram poucas mas gritavam como loucas. Cheirámos o pólen doce das flores que ainda não nasceram, ficámos tontos de tanto licor. Espiámos namorados aos beijos em jardins alcatifados. Comemos morangos ilegais comprados às escondidas, e laranjas com mel vindas da China. Hoje alguém misturou cor de rosa com o azul do céu, e imaginem, ficou bem! Hoje choveu mas o ar estava quente e apeteceu dançar, mesmo sem par. Hoje dissemos adeus ao longo Inverno. A Primavera está aí toda, em calda, já não há volta a dar. As andorinhas estão a chegar…."

by magazine le cool - retirado daqui
(beijos grandeeeeeeeees minha querida Mukanda)


Chii há quanto tempo não dizia/pensava/tibuteava/escrevia esta palavra. Será que existe o sentimento saudade também em relação ás palavras ? Pareceu-me que sim quando hoje me lembrei desta. Alegram-me o coração estes dias quentes e solarentos, com mesclas de perfumes mágicos no ar. Ontem ao fim da tarde fui ver o meu mar. Sentada na areia quente, o Sol afagando-me o rosto, e bebendo o cheiro do verde esperança, lembrei-me destas palavras:

E se inventássemos o mar de volta? e se inventássemos partir, para regressar? Partir e aí nessa viajem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe… Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar…"

(José Mário Branco, FMI) - retirado daqui
Nunca é demais dizer : amo-te muito minha Filhota

Uma amiga que me é muito querida transcreveu à algum tempo estas palavras no seu blog (uma beijufa daqui até aí "gaja boa onda mesmo")

Alguém pensou, sentiu, viveu e disse:

A vida não é medida pela quantidade de vezes que respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração

É uma grande verdade ou não é?

Hoje descobri mais uma vez a extraordinária eficácia desta palavra mágica: POSSARAS !!! Esforcemo-nos para vivermos em paz connosco próprios e com os outros. Se cada um de nós se preocupar apenas em amar os outros e em se tentar aperfeiçoar como ser humano talvez quando um dia desaparecermos possamos ser recordados assim:


RoSaLoBaToFaRiA

Qualquer coisa passou por mim hoje
Uma brisa doce, quente e formosa
Um beijo de despedida, simples como tu
O teu sorriso, em forma de Rosa.
Qualquer coisa ficou mais um pouco
Como o tempo, na sua estrada sinuosa
Da saudade já brotada em cheiro de ti
O teu sorriso, em forma de Rosa.
Qualquer coisa vai nesta paz
A sedução de uma vida bela e airosa
O perfume feminino que dança
O teu sorriso, em forma de Rosa.
Descansas, eu sei, tranquilamente
E do olhar, saberás tomar conta desta prosa
Perto de cada palavra tua, verso sempre em flor
O teu sorriso, em forma de Rosa.

Palavras do meu querido amigo Pedro Branco, transcritas deste blog doutro querido amigo: Rogério Charraz (aproveito e deixo aqui um abraço apertado e um sorriso doce para cada um)

(Foto retirada da Net)

terça-feira, 6 de abril de 2010


Ontem dediquei um post a três pessoas que lembro e que muito me marcaram. O de hoje é dedicado a apenas uma.

Tinha em comum com Che o nome : Ernesto, e a ideologia política. Era o que se costuma chamar de "um homem bonito" e eu gostava especialmente da sua voz. Era-me extraordinariamente bonita a sua voz. Muitissimo inteligente, era um aguerrido defensor do progresso. Vibrava com a evolução tecnológica e dedicava-lhe entusiasmado grande parte do seu tempo. Foi um dos primeiros a ter televisão a cores e a comprar aquela quase aproximação ao computador a que se dava o nome de Spectrum. O enfarte do miocárdio que sofreu aos 45 anos modificou-o. Todos nós amamos a vida e ele ficou com medo de morrer.

Eu tinha seis anos, era filha única, mas deixei de ser importante até para mim própria. Importante mesmo era ele: o meu pai. Não se podia preocupar, não se podia cansar, nem sequer enervar ... sofria do coração !

Cinco anos depois foi-lhe diagnosticada uma doença terrivelmente incapacitante: esclerose em placas, que infelizmente para todos, evoluiu rápida demais. Quando me casei quase já não andava, quando nasceu o meu primeiro filho já nem as mãos conseguia mexer.

Tinha muitos amigos o meu pai, mas no fim dos seu dias poucos já lhe restavam. São assim as pessoas, têm memória curta. Talvez por isso eu teime em não me esquecer do bem que me fazem, e apague rapidamente da minha memória o mal com que alguns gostam de me presentear.

Foram muitos ao seu funeral. Todos eles insistiam em falar das suas qualidades, mas tirando eu, a minha mãe, alguma família mais chegada e um amigo que sempre o acompanhou, todos os outros a quem ele tanto deu, de quem ele tanto gostava, e de quem tanto falava, o abandonaram em vida.

Ensinou-me muita coisa o meu pai ...

P.S. Imagem retirada da net (agradeço ao anónimo(a) que teve a amabilidade de comentar o meu post anterior chamando a atenção para o facto de não ter identificado a fonte de onde foram retiradas algumas partes do texto que ontem escrevi. Foi esquecimento da minha parte, esquecimento do qual peço desde já desculpa a quem se sentiu lesado)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"Germaine Greer 95" de Paula Rêgo

As relações humanas são realmente o que de mais belo e complicado existe no currículo vitalício de cada um.

Sorrio, e algumas vezes até me comovo, com aquilo que me emprestaram, com aquilo que me ofereceram, com aquilo que se esqueceram de levar, com aquilo que, sem prometer, concretizaram e até com aquilo que arrecadaram.

Na verdade, as pessoas estão sempre a surpreender-nos. Quando espero encontrar alguém de difícil trato, que exige uma abordagem contorcionista, lido com pessoas acessíveis, simples, humildes, sinceras, quando julgo ter encontrado alguém com quem posso falar abertamente acabo por encontrar gente que se revela dissimulada, egoísta, orgulhosa, inantigivel, "perfeitinha".

É-me tão inexplicavelmente importante quando me respeitam, quando percebem as minhas limitações, quando valorizam aquilo que sou (e não aquilo que dizem sobre mim) ou aquilo que fiz …

Daqueles que já lembro, guardo as aprendizagens que me proporcionaram. E esses aquecem-me nos dias que alguns outros teimam em tornar gélidos.

P.S. Dedico este post especialmente ao avô António, ao Narciso, e à Silvina .

Podem ler este texto na integra e com algumas alterações aqui

quarta-feira, 31 de março de 2010


"Uivando" de Paula Rêgo


"Não basta dar os passos que nos devem levar um dia ao objectivo, cada passo deve ser ele próprio um objectivo em si mesmo, ao mesmo tempo que nos leva para diante"

J. W. Goethe

terça-feira, 30 de março de 2010

Bullying é bullying


“Bullying”, ou mais conhecido como violência verbal e/ou física gerada na comunidade escolar, tem vindo a aumentar de ano para ano, cada vez mais intensificada e sem fim à vista.

O nome “bullying”, que provem do Inglês, foi inserido na nossa lingua há relativamente pouco tempo, tão recente até que muitos ainda desconhecem tal palavra.
Cerca de 300 casos de “bullying” tiveram lugar nas escolas portuguesas, no passado ano lectivo, tendo sido apreendidas cerca de 84 armas de fogo.

A principal causa deste grave problema prende-se à divisão dos jovens em grupos que, por vezes, ridicularizam alunos que, segundo os seus padrões, são considerados inferior aos outros e por isso são sujeitos às piadas, às reduções ao ridículo e até à violência física. Além destes casos, também se verificam situações de violência sexual.
Como qualquer problema, também este tem as suas consequências. Desde provocar estados de angústia e raiva até ao caso extremo da depressão. A depressão, por sua vez, pode levar ao suicídio, sendo capaz de passar por uma fase de automutilação .

O “bullying” não escolhe idades, nem sexos, nem países... Um exemplo disso passou-se nos EUA, quando um rapazinho de seis anos cuspiu na mesa de uma sua colega e rapidamente retirou da sua mochila uma arma, a qual foi carregada no momento, e disparou contra ela, dizendo “não gosto de ti”! A menina acabou por não resistir aos ferimentos e morreu.

Se sofreres de “bullying”, não dês importância e tenta mostrar indiferença às críticas, contudo, se as coisas se tornarem piores, procura a ajuda dos teus amigos e profissionais a quem possas contar os problemas. Em casos mais extremos, denuncia os agressores à PSP.

Nunca, mas nunca, te isoles do mundo e te tentes conformar com a situação nem nunca caias na tentação da automutilação, pois além de ser um processo de libertares toda a tua raiva de forma dolorosa, irás ficar marcado psicologicamente e fisicamente para sempre.
Para ultrapassar este sério problema, nada como ter força de vontade e tentar encarar de frente a situação. Já se fez alguma coisa para tentar controlar este problema mas ainda muito há por fazer. A violência física ou psicológica é um facto comum na nossa sociedade, regida por leis humanas, na teoria, e da selva, na prática!

Retirado daqui

segunda-feira, 29 de março de 2010


Viagem

Naquele tempo era o Kaos

E as palavras do poema não irrompiam já como palmeiras

Por isso abandonou a cidade - o país natal

País perdendo dia a dia o seu rosto:

A pintura a cair das paredes - cães

farejando o lixo -

Brutais os gestos - obscenas as palavras

De cada coisa a beleza destroçada

Por isso se evadiu e para Oriente

Navegou e de noite e lentamente

E um novo dia se abriu em sua frente

E era um país de tigres e palmeiras

Como em longínquo cismar adolescente.

Sophia de Mello Breyner Andresen, "Ilhas", 1989

sexta-feira, 26 de março de 2010

Hoje apetece-me esta, não porque tenha aprendido a gostar de António Variações, não porque a letra desta canção me diga alguma coisa nesta fase da minha vida, mas apenas (e só) porque sou fã da Manuela Azevedo ...


BOM FIM DE SEMANA !!!

P.S. Será que estou numa fase de negação ? nã, apenas descobri que quando se fecha uma porta, outras se abrem, e estou feliz com essa descoberta.