sábado, 7 de fevereiro de 2009

Viagem de estudo !


Claro que temos coisas em comum. Acima de tudo gostamos de ouvir as mesmas músicas, acima de tudo gostamos de ouvir o Rogério Charraz. Importante mesmo é a saudável amizade que nos une, e claro os magníficos coros que fazemos.


Há no entanto várias filosofias de vida, várias maneiras de pensar, como não poderia deixar de ser, num grupo de já tantas pessoas. Uns organizam as suas festas de aniversário, outros têm a sorte de alguém o fazer por eles. Uns gostam de comemorar datas, outros preferem que os dias sejam todos iguais e recusam-se a comemorar seja o que for. Uns gostam de fazer anos, outros preferem que os anos passem por eles. Costumamos respeitar a vontade de cada um, embora não possa garantir que algum de nós um dia destes não "se passe" e não se esqueça de respeitar a vontade de alguém ....

Ora como alguns já sabem e os que não sabem ficam agora a saber, eu gosto de comemorar o meu aniversário. É certo que ainda falta muito tempo para essa data, mas como é costume do grupo planear este tipo de acontecimentos com muita antecipação para que nada falhe (e na verdade nunca falha mesmo nada ... não, não) eu resolvi na sexta-feira passada começar a organizar a minha festa de anos.


Ninguém irá negar que é muito fácil organizar saídas ou passeios dos Ass-a-fora. É só um de nós pensar num possível local a visitar, imediatamente o grupo inteiro se entusiasma com a ideia, sempre todos de acordo, sem nins nem sãos e num ápice ai vamos nós a qualquer local do mais pitoresco ao mais "in".

Dentro desta filosofia, e como sei de antemão que todos vão ficar entusiasmadissimos por poderem participar em mais uma das já célebres viagens dos Ass-a-fora, lembrei-me de festejar o meu dia de aniversário na Berlenga. Não é que eu tenha um interesse especial em ir à Berlenga, porque se eu gostasse de lá ir até já vos tinha dito. Lembrei-me apenas... estava em Peniche, vi os barcos, o cais de embarque e tive esta surpreendente ideia. Portanto caríssimos amigos, quero convidar-vos para uma festa a realizar na Berlenga no dia 23 de Maio, sábado seguinte ao dia do meu aniversário (se não for dia 23 será dia 30) . Eu levo o bolo de anos e o espumante, vocês levam as sandochas e o resto das bebidas.

Quero apenas acrescentar que gostaria que não me oferecessem prenda de aniversário. A unica prenda que me deixaria feliz seria poder contar com a presença de todos nesse dia.

P.S.1. Maria conto contigo para me ajudares na organização do evento.
P.S.2. Lua o JC diz para levares um chapéu de chuva para te protegeres das cagadelas das gaivotas.
P.S.3. Se quiserem oferecer-me os bilhetes do barco para a Berlenga eu faço-vos o favor de os aceitar.
Às Vezes o Amor - Sérgio Godinho





sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bom fim de semana !

Por concordar inteiramente com elas deixo-vos estas frases de Dalai Lama :.

"Algumas pessoas têm amor por ti, outras têm raiva. O que sentem nem sempre depende de teu comportamento. As reacções delas às vezes são justas, outras vezes são injustas. Dá sem contabilizar. E está atento ás necessidades delas."


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Como uma estrada...

Como uma estrada. Umas vezes seguimos a direito, sempre visualizando a linha do horizonte, extasiando-nos com a paisagem, ou achando-a monótona, muitas vezes sem sequer lhe darmos grande atenção, de tal maneira estamos absortos em pensamentos. Outras vezes temos curvas, encruzilhadas, obstáculos para contornar. Gosto de conduzir, é público, gosto de velocidade, nada de andar devagarinho, gosto de emoções fortes. Claro que há avarias, mas depois de reparada a viatura seguiremos em frente, sempre em frente. Em cada viagem a paisagem é diferente, nunca é igual. Quantas vezes pensamos quando a olhamos : devia ter trazido a máquina, gostaria de guardar este momento ... Outras vezes são tão importantes que os conseguimos guardar para sempre dentro de nós. Pela importância que têm para mim deixo-vos estas imagens:


Agradeço aos que estão nestas fotos as viagens maravilhosas que me proporcionaram até hoje, e todo o apoio que me deram neste último ano, ajudando-me a encontrar beleza na paisagem da estrada que percorri. Agradeço a todos vocês meus amigos por me terem ajudado a seguir viagem mesmo quando o carro estupidamente teimava em empanar. Bem hajam, todos vocês !

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Acabou ... não há mais ... é Março, em Fevereiro ...

Afinidade e empatia.

Quando me apercebia da informação já não conseguia ouvir o nome. À 3ª. vez que a ouvi tentei estar mais atenta e finalmente surge a noticia ligada a alguém: Dalai Lama! Dalai Lama foi internado de urgência com uma forte dor no braço esquerdo. Oh ! disse e pensei com tristeza. E fiquei à espera, durante o resto do dia de ouvir mais alguma coisa que me sossegasse. Gosto de Dalai Lama! Pelo semblante sereno, pela filosofia de não dar importância aos bens materiais, pelos ideais que abraça. Sinto desde sempre afinidade por Dalai Lama e naquele momento surgiu mais exacerbada a empatia que tenho por ele. Não o conheço pessoalmente mas é alguém de quem eu gosto.

Como os pensamentos são como as cerejas, e como é estranho chegarmos à conclusão que podemos gostar de alguém que na realidade não conhecemos, num ápice dei por mim a pensar noutras pessoas com quem tenho afinidades, e naquelas por quem tenho empatia. O que nos leva a ter afinidade com alguém ? o aspecto físico? a maneira de ser? a maneira de falar? o que temos em comum com elas ? o que não temos em comum mas que gostaríamos de ter? o modo como nos tratam ? a maneira de agir com os outros ?

Podemos sentir afinidade por alguém que acabámos de conhecer, e deixar de a sentir com o conhecimento que vamos tendo dela. Exactamente o inverso também pode acontecer. Existem inúmeras formas possíveis de existência ou de inexistência deste sentimento.

O mesmo não acontece com a empatia. A empatia é por definição um sentimento altruísta. A empatia é um sentimento que deveríamos ter por qualquer ser humano, mesmo que não tenhamos qualquer afinidade com ele.

Na realidade cada vez mais sentimos, quando olhamos à nossa volta, que a empatia é um sentimento em vias de extinção. Há até quem não consiga sentir empatia mesmo por aqueles por quem sente afinidade. São os que apenas sentem empatia por eles próprios.

Assumo, apesar de saber que muitos encaram esta maneira de ser e de sentir como uma fragilidade, pertencer ao grupo daqueles que têm capacidade de sentir empatia pelos outros. Assumo também, sentir-me uma pessoa privilegiada. É que contrariamente ao previsível sinto-me rodeada por imensos resistentes como eu, pessoas que têm dentro delas a capacidade de sentirem e demonstrarem empatia pelo próximo. Por esses sinto e sentirei sempre afinidade.

Jantar de aniversário do Zá e da Letícia

Como é do conhecimento de todos nós é muito difícil agradar a gregos e troianos. Mais difícil é ainda 18 pessoas chegarem a consenso sobre o que quer que seja.

Queria esclarecer que a Patrícia e eu decidimos fazer o jantar de aniversário do Zá e da Leticia na Taverna porque pensámos que seria o RCTrio que lá estaria a actuar este fim de semana.

Uma vez que não é, uma vez que há inúmeros locais onde podemos ir, uma vez que ainda faltam 3 dias para sexta feira, poderemos escolher qualquer outro restaurante para a realização da nossa FESTA.

Como é muito complicado resolver este assunto por mail uma vez que somos muitos resolvi escrever este post, para tentar simplificar a nossa decisão.

O Rogério mandou-me este link: http://www.portaldesintra.net/Ementas.asp, espreitem e digam o que pensam sobre esta hipótese.

Eu deixo-vos esta :

Noite e Restaurantes | Restaurantes

A Casa Orixás, com os seus 750m2 de espaço, apresenta salas amplas mas com ambientes diferenciados. Com serviço "A la Carte" ou no sistema de "Buffet" os pratos mais típicos das diversas regiões do Brasil são servidos por empregadas paramentadas a preceito. Pode ainda optar por tomar uma bebida ao final da tarde nos jardins plenos de esculturas.

Localização
Avenida Adriano Júlio Coelho 7 - Sintra
2710-518 SINTRA
Ambiente e decoração: Ambiente místico. Com água a correr e diversas esculturas.

Animação: Sexta-feira e sábado música ao vivo brasileira, tipo de música MPB.

Bar/Sala de espera: Bar e Sala de Espera

Dia(s) de Encerramento: Segundas

Especialidades: Feijoada à Brasileira, Picanha, Bóbó de Camarão e Moquecas.

Estacionamento: Sim

Formas de pagamento: Cartões Crédito

História: Inaugurada em 1992, a Casa Orixás pretende promover a gastronomia e a cultura brasileiras. Faz parte de um empreendimento com sede na Vila Colonial de Embú a 15 quilómetros da cidade de São Paulo - que, com o mesmo nome, pesquisa, desenvolve e preserva a cultura Brasileira e as suas raízes Ameríndias, Africanas e Europeias nos campos da Antropologia, Artes Plásticas, Música e Gastronomia.

Horário de Encerramento: 00:00

E claro que como já dissemos no mail que enviámos aceitamos e agradecemos outras sugestões.

Fico à espera que decidam rapidinho para podermos marcar a mesa.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Homem Vs mulher


Facto científico. Fazendo uma analogia, retirada da Wikipédia em Inglês, se fosse comparada com uma rede de computadores, a massa cinzenta seriam os computadores em si e a massa branca seria os cabos da rede que os conecta. Ou seja, homens podem possuir muito conhecimento mas as mulheres é que sabem interligá-los.

Os cientistas de quatro universidades (Aberdeen, Edimburgo e Glasgow, na Escócia, e Bristol) pesquisaram durante trinta anos o que parecia ser apenas uma observação inconsequente do senso comum: os homens temem as mulheres muito inteligentes e preferem casar-se com as de intelecto inferior ao deles. Os pesquisadores acompanharam a vida de 900 homens e mulheres no decorrer de três décadas. Quando os voluntários tinham 11 anos de idade, submeteram-se a uma avaliação de QI. Aos 40, foram convidados a falar sobre sua vida amorosa. O que se descobriu? Que a maioria das mulheres com QI alto foram as pessoas da amostra com maiores dificuldades para se casar e se manter casadas. A mesma pesquisa revelou que possuir QI elevado teve para os homens o efeito oposto. Quanto mais inteligente, mais facilidade teve o homem para se casar e manter o casamento estável. O estudo mostrou que a possibilidade de se casar aumenta 35% nos homens para cada 16 pontos a mais de QI. Para elas, esses mesmos 16 pontos a mais de inteligência significaram chances 40% menores de subir ao altar.

Os pesquisadores do Reino Unido revelaram mais tarde que utilizaram outro indicador além dos testes de QI. Mediram também a relação entre os salários auferidos por mulheres e por homens e as suas hipóteses de casar. Descobriram que quase 90% dos homens bem remunerados pesquisados estavam casados. Entre os menos abastados e com menos anos de estudo esse número era de 80%. Já entre as mulheres os ganhos elevados tiveram o efeito estatístico oposto. Cerca de 80% das profissionais de alto nível estavam casadas. Entre as mulheres com ganhos menores e cargos mais baixos, o índice chegava a 86%.

Portanto caríssimas amigas se não forem loiras, pintem o cabelo de loiro, e de preferência de loiro platinado, e não se esforcem muito em serem profissionais competentes, tentem apenas arranjar um marido rico. :D

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A perfeição


Dedico este post a todos os amigos e amigas que sonham e ambicionam a "perfeição":

Na perfeição nada é errado, e tudo é como todos querem que seja. Portanto num mundo perfeito tudo teria que ser igual. Esse mundo ideal nunca seria perfeito pois cada pessoa pensa de livre vontade e não se pode viver num mundo onde todos pensam de forma igual. Logo a perfeição é algo imperfeito. A perfeição não existe, apenas existem erros perfeitos. Vejamos agora o outro lado do assunto: a imperfeição. A imperfeição pode ser como cada um a imagina. Se tudo está errado tudo é diferente, tudo está certo. Um mundo perfeito seria onde tudo fosse imperfeito. O erro é a diferença. É o que faz de cada um de nós o que somos hoje e o que vamos ser amanhã. Por isso devemos viver em busca da imperfeição. Viver em busca de nós próprios como seres únicos que somos. Como seria o mundo sem os erros? Seria tudo igual a tudo. Não haveria mal, nem bem, não haveria o horrível, nem o belo, não haveria o aborrecido nem o interessante. São os erros que formam a nossa vida. É com os erros que aprendemos tudo o que sabemos. Para falar precisamos experimentar as palavras até elas saírem bem. Para andar começamos por gatinhar até conseguirmos correr. A perfeição é aquilo a que se chama algo sem erros, onde tudo é como desejamos e tudo está bem. Mas a perfeição de um erro é mais além, um erro perfeito marca a diferença entre o bem e o mal, entre o horrível e o maravilhoso, entre ser um ignorante e poder chegar a ser um génio, entre ficar-se pelo perfeito e não ir em busca do para alem disso que passa pela imperfeição e realização de erros.

O único erro que não devemos cometer é evitar cometer erros na nossa vida, pois daí se aprende daí se cresce. Os erros, a imperfeição fazem parte do mundo perfeito.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A história de uma árvore... igual a tantas outras.


Nascera de uma semente, o que a distinguia das outras era a aridez da terra que a alimentava e a fazia crescer. Habituou-se a ela. Facilmente criava raízes, e rapidamente as suas raízes cresciam e se agarravam com todas as forças à terra que lhe dava o sustento. Não precisava de muitos cuidados, crescia sozinha, percebendo que todos estavam demasiado ocupados para lhe poderem dar atenção. Preocupava-se em que a sua ramagem fosse frondosa o suficiente para que gostassem de se abrigar debaixo dela, quando o Sol ou a chuva eram fortes de mais.

Tinha já inúmeras raízes e crescia esplendorosa, quando encontrou um pedacito de terra que a alimentava como nenhuma outra até aí a tinha alimentado. Foi nessa terra diferente e especial que cresceu a sua raiz principal, a mais forte, a maior, a que lhe permitia uma folhagem cada vez mais frondosa, e ramos lindos de um verde intenso. Cortaram-lhe alguns ramos. Escolheram os que eram mais especiais, e irremediavelmente a seiva escorreu das feridas que lhe fizeram no tronco, outros secaram, deixando-lhe marcas que doíam de vez em quando. Continuou a criar raízes, sempre sem pedir muito à terra onde elas cresciam, porque era daquelas árvores que não dão grande importância a elas próprias, para ser feliz bastava-lhe um pouco de ternura e ver a felicidade nos outros.

Um dia, alguém se lembrou de cavar a terra à volta do seu tronco, e a raiz mais forte que tinha, a que lhe dava a maior força para viver, ficou presa numa terra diferente, estranhamente diferente. Tentava adaptar-se a ela, esperando sempre que ela voltasse a ser como era. Haviam momentos em que perdia a esperança, haviam momentos em que quase não se lembrava de como era aquela terra especial antes de lha terem modificado. Tristemente perdeu o viço e tornou-se amarela a sua folhagem. Quem passava por ela via que a arvorezita não estava bem, mas como acontecia desde que nascera, todos estavam demasiado ocupados para a ajudar, afinal era uma simples árvore, no meio de uma imensa floresta. Foi então que com todas as forças que tinha, aquela terra especial, a única que lhe conseguia dar o alimento de que precisava, se foi movimentando lentamente, e aproveitando a chuva e o vento foi cercando a raiz principal da arvorezita. Ao sentir aquele acalento, a seiva circulou por toda ela com uma velocidade estonteante. Sararam todas as feridas que lhe tinham sido abertas no tronco, quase esqueceu a dor que lhe causava a lembrança dos ramos que tinham secado e irremediavelmente partido, e o verde intenso voltou à sua folhagem. Sabia que nunca mais voltaria a ser igual ao que tinha sido. Mas se a sua raiz principal continuasse envolta naquela terra especial de nada mais precisava.