quarta-feira, 20 de janeiro de 2010











HAITI

75 mil mortos , 250 mil feridos , e 1,5 milhões de desalojados

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


Cruzámo-nos inúmeras vezes: possivelmente porque temos gostos em comum, nomeadamente boa comida, um bom vinho a regá-la e música portuguesa de qualidade. Fomos muitas vezes solidários em uníssono: possivelmente acreditamos nas mesmas causas. Vagueámos juntos durante algum tempo por este canto da blogosfera: talvez por nos ser gratificante também a partilha das palavras. Como se isto não chegasse temos ainda outra coisa em comum: a amizade e a admiração pelo amigo/gajo bué fixe/músico/cantor/autor Rogério Charraz.

Já tinha reparado que há muito ninguém escrevia no blog deles. Hoje resolvi dar uma espreitadela, possivelmente para tentar encontrar uma resposta para esse silêncio. E encontrei. Transcrevo aqui na integra essa resposta :

" Talvez não seja a forma mais indicada para iniciar um comentário, mas registo aqui com algum lamento a data do último registo colocado no Blog. Aconteceu na sequência dum jantar de solidariedade que contou com a presença de dois elementos do Grupo em representação do GC. Foi o último evento em que o Grupo da Corda esteve presente, mas pergunto se terá sido esse definitivamente o último evento. Este "...grupo de amigos que quer partilhar com todos os que nos visitam alguns prazeres que a vida nos proporciona" não tem desde há algum tempo nada para partilhar. Terá o GC acabado? Ou acabou apenas com este formato? Houve algo muito importante que levou à criação do Grupo da Corda e que, em minha opinião, é a base de sustentação de qualquer relação - AMIZADE. Se o GC acabou, o que terá acabado também? O "8" e o "80".. ou melhor dizendo, o "80" e o "8". Vivemos todos durante muito tempo no "80" e agora estamos colocados no "8" (digo "8" apenas para respeitar o dito popular, pois estamos no ZERO). Acreditem que é com alguma tristeza que assisto ao esfumar desta relação e à passividade em aceitá-la. Mas seja!... não chega ser "AMIGO", há que parecê-lo também. E assim ainda se vai vivendo, pois as verdadeiras amizades não caiem. FORÇA Um abraço a todos "
FC

Quero apenas acrescentar que em relação ás amizades que não são verdadeiras, a melhor solução, por muito doloroso que nos possa ser, é desmacará-las, quanto ás outras, ás que realmente valem a pena, as verdadeiras, as que nunca caiem, essas dão-nos forças e ânimo para continuarmos a acreditar nos outros, a acreditar que ainda poderá existir um futuro onde valha a pena viver. Pelo que conheço das pessoas que fazem parte deste grupo que hoje resolvi aqui trazer, fico com uma secreta esperança de que um dia (que acredito seja muito em breve) nos voltaremos a cruzar por aí. Até já ...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Avatar

A mensagem ecológica impactante, a espiritualidade dos personagens, o respeito pela vida são elementos que me encantaram muito em Avatar.
Guilherme Briggs


Ao sucesso comercial (o filme parece estar a caminho de se tornar no filme mais lucrativo de sempre), "Avatar" começa a juntar os prémios. James Cameron subiu ontem por duas vezes ao palco, no Hotel Hilton de Beverly Hills, Califórnia, para receber os Globos de Ouro de Melhor Filme Dramático e de Melhor Realizador, algo que já lhe acontecera há 12 anos com "Titanic".

Comentário do Tiago Carvalho:
“Sem dúvida um GRANDE filme. Fui ver e posso dizer que não tinha presente na minha memória a última vez que vi, e ouvi, uma sala inteira a aplaudir um filme. O filme convida-nos a conhecer um mundo que foi idealizado pelo realizador. Este mundo apresenta-se carregado de críticas à nossa sociedade… capitalista, impessoal, artificial… às “direitas”.
De um lado o mundo idealizado pelo realizador, em que as pessoas (neste caso “Avatares”) têm uma grande ligação à natureza e à espiritualidade (que não está assim tão longe do nosso mundo… basta andarmos uns bons séculos para trás para vermos que já fomos iguais). Do outro lado os humanos… como nós. Que não olham a meios para atingir fins. Que vêem o dinheiro como felicidade, a ganância como uma missão, e a guerra como a sua arte.
Se as pessoas conseguirem ver para além do filme, vão ver que este apresenta-se repleto de críticas à sociedade em que vivemos… Desde a destruição da natureza, à destruição da condição humana (através da guerra e da sede pelo dinheiro).
Este termina com uma simples reflexão: se dessem a escolher aos humanos, fora desta sociedade rotulada pelo capitalismo, entre a ganância e a VERDADEIRA condição humana, ninguém hesitava… todos escolhíamos a condição humana.
Recomendo!”

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tomates


Considero-me uma pessoa afortunada, tenho a sorte de gostar de tomates. Todos nós sabemos da riqueza vitaminica deste alimento, e de como ele é importante para uma alimentação saudável e equilibrada, e todos nós sabemos também que existem pessoas, que infelizmente para elas, são incapazes de os fazer passar por aquilo que em português popular se decidiu chamar de "estreito" ou "goela" como preferirem.

Do que eu me fui lembrar, português popular... é realmente difícil não sorrirmos com os aforismos feitos ao longo dos anos pelo nosso povo. Vejamos por exemplo o caso dos tomates, uma vez que era deles que falava. Tomates, como é do conhecimento de todos nós significa em vulgo calão: testículos. Basta-nos querermos aprofundar um pouco mais a palavra e o seu significado, e facilmente chegamos a outro curioso dito popular : aquele gajo tem uns grande(a)s tomates !!!

Penso que não há ninguém que não saiba o significado desta frase. O nosso amigo explicaria rapidamente o seu significado : é alguém que prefere pegar os touros pelos cornos, por mais difícil que se afigure essa tarefa . Portanto, e seguindo ainda o pensamento filosófico do , todos os que fogem, ou se escondem atrás das trincheiras, quando são confrontados com os vários touros que a vida teima em nos colocar pela frente, são desprovidos de tomates.

Já que estamos em "maré" de ditados populares, atrevo-me a debitar aqui um outro : os pensamentos são como as cerejas ! e como mais uma vez o povo tem razão, o único pensamento que me poderia surgir a seguir seria: pessoas que conheço que têm tomates. Várias (algumas) me vieram à cabeça (ou à mona, ou à tola). Acima de todas pela grande coragem e força que tem tido nos últimos tempos (anos): O MEU MARIDO . Alguém que sózinho é capaz de lutar contra um tratamento altamente agressivo e debilitante, que sózinho se atreve a lutar contra uma Empresa, contra consertações de pessoas que se agrupam para mais facilmente conseguirem vencer, de lutar contra gentinha que cobardemente se esconde atrás das trincheiras, alguém que por não tolerar a injustiça e o despotismo insiste em levar essa luta até ao fim, ultrapassando todas as condições adversas, só pode ter: uns GRANDE(A)S TOMATES !!! E como eu gosto (admiro)de (quem tem) tomates ...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

LOL

Podem não acreditar, aliás é muito difícil mesmo não pôr em dúvida, mas juro-vos que é verdade ... tenho um dente a abanar !!! UM ESTÚPIDO DUM DENTE CANINO QUE ABANA TANTO OU TÃO POUCO QUE TEMO FICAR SEM ELE A QUALQUER MOMENTO :'(.

Resolvi portanto que o melhor será aproveitar enquanto o estúpido do dente não cai para sorrir. Teimosamente vou sorrir e sorrir e voltar a sorrir ... apesar da já irritante chuva que parece ter vindo para ficar para sempre, apesar das catástrofes ambientais que ultimamente todos os dias acontecem por esse Mundo fora, apesar do despotismo cada vez maior de quem detêm o poder económico, apesar da crise que teima em não nos deixar, apesar de ..., de ... e de ...

Convido-os a sorrirem comigo. É melhor aproveitarmos enquanto tivermos dentes ...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Codé di Dona o Rei do Funaná

Faleceu, na passada terça feira, o músico, compositor e intérprete, Gregório Vaz, conhecido no mundo artístico por Codé di Dona, no hospital da Praia.

Apelidado de Rei do Funaná e um dos maiores vultos da história da música popular cabo-verdiana, o músico, nascido em Chaminé em 1940, uma pequena localidade do concelho de São Domingos, na ilha de Santiago, andou praticamente durante toda a sua vida sempre de gaita ao peito e ensinou dezenas de músicos a arte de tocar o funaná.

Cantor e compositor, Codé di Dona chegou a ganhar o disco de ouro em Portugal em 1998, com o CD «Codé-di-Dona». Considerado um dos nomes mais sonantes da música tradicional cabo-verdiana, actuou nos principais palcos de Cabo Verde mas também na Europa, entre Portugal, França e Suíça.

O músico, que gravou o primeiro disco, totalmente tradicional, «Kap Vert», em 1996, fez parte de grupos tradicionais como Simentera, Bulimundo e Finaçon (referências na sua música tradicional do interior de Santiago) que gravaram músicas suas.

Autor de dezenas de sucessos, Codé di Dona sempre viveu uma vida humilde, no meio das «tocatinas» pródigas por todo o arquipélago, ganhando também o «nominho» de Rei Midas, uma vez que se dizia em Cabo Verde, «tudo o que toca vira ouro».

Codé di Dona é o compositor da música «Fomi 47», uma das canções mais emblemáticas de Cabo Verde, relacionada com a fome que assolou as ilhas e que provocou a emigração em massa para São Tomé e Angola.

Deixo-vos com o Rei do Funaná

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Família ...

"Família" guache e aguarela sobre papel, José de Almada Negreiros, 1940

A família será sempre o nosso porto de abrigo, seguro, inexpugnável e inviolável por mais ameaçadora que seja a tempestade ...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O meu post de hoje poderia falar de insónias, de amizade, de pessoas especiais, de gratidão. Poderia falar de como me toca a solidariedade, ou até poderia falar de como me revolta a falta dela. Poderia falar de como nos momentos dificeis nos sabe tão bem descobrir como temos tantos amigos a apoiarem-nos, alguns esquecendo-se de si próprios . Mas não é disso que fala o meu post de hoje, fala sobre moda ...





O que procuram as pessoas nos seus produtos ?

Penso que procuram uma filosofia que tem muito a ver com o ser optimista. Uma visão muito diferente da moda que tantas vezes associou a mulher à ideia de "femme fatale". É a antitese dessa filosofia, é uma revolução.

Não tenho jóias, não tenho luxos, nunca compraria um Rolls Royce. Para mim a casa é o luxo. Pode até ser pequena mas nada me dá mais prazer que abrir a porta e dizer "estou em casa".

Excertos de uma entrevista a Agatha Ruiz de la Prada, uma mulher sem "adereços", mas com muita cor na alma.


sábado, 2 de janeiro de 2010