quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Um bom 2009 para todos nós


Lembro-me de na última passagem do ano ter desejado que o ano de 2008 passasse num ápice, num sopro, de tal maneira que quase não desse por ele.

O ano de 2008 passou à velocidade de todos os anos anteriores da minha vida, deixando as marcas que era impossível não deixar.

Não me perguntem porquê, mas apesar de todas as graves crises anunciadas, tenho uma esperança gigantesca que 2009 seja um ano muito, mas mesmo muito bom. Resolvi acreditar que seria, resolvi que será obrigatório ser. Quero com todas as minhas forças que o ano que começa agora seja um dos melhores da minha vida, e desejo exactamente o mesmo a todos vós. Viva o novo ano, viva 2009.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Aqui dentro de casa

Há 30 anos 0 25 de Abril, que nos trouxe a liberdade de expressão e a igualdade tinha acontecido à 4 . Estávamos no auge da mudança. Aprendíamos novas maneiras de pensar, novas maneiras de viver, sem algemas, sem mordaças.

Há 30 anos eu tinha 20. Usava calças à boca de sino, flores bordadas na roupa, flores coladas no cabelo e nos ideais. Igualdade, amor e fraternidade eram as palavras de ordem, e delas fiz minha bandeira, interiorizando-as até hoje.

Há 30 anos ouvia esta canção do José Mário Branco e pensava que nunca, mas mesmo nunca, eu haveria de ser Marta, sofrendo por todas as mulheres que não tinham conseguido manter-se Mariazinhas durante a sua vida. Durante trinta anos tenho tido a meu lado alguém que pensa como eu. Durante trinta anos nem por uma vez deixei de me sentir Mariazinha.

Aqui dentro de casa

Foi há tantos anos, foi há dois mil anos
Que vi no amor o meu Cristo
Que me mostraste um amor imprevisto
Que me falaste na pele e no corpo a sorrir

Meus olhos fechados, mudos, espantados
Te ouviram como se apagasses
A luz do dia ou a luta de classes
Meus olhos verdes ceguinhos de todo para te servir

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Filhos e cadilhos, panelas e fundilhos
Meteste as minhas mãos à obra
E encontraste momentos de sobra
Para evitar que o meu corpo pensasse na vida

Meus olhos fechados, mudos e cansados
Não viam se verso, se prosa
O meu suor era o teu mar de rosas
Meus olhos verdes, janelas de vida fechados por ti

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Pegas-me na mão e falas do patrão
Que te paga um salário de fome
O teu patrão que te rouba o que come
Falas contigo sozinho para desabafar

Meus olhos parados, mudos e cansados
Não podem ouvir o que dizes
E fico à espera que me socializes
Meus olhos verdes
Boneca privada do teu bem estar

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Sou tua criada boa e dedicada
Na praça, na casa e na cama
Tu só vês quando vestes pijama
Mas não me ouves se digo que quero existir

Meus olhos cansados ficam acordados
De noite chorando esta sorte
De ser escrava prá vida e prá morte
Meus olhos verdes
Vermelhos de raiva para te servir

A tua vontade, justiça igualdade
Não chega aqui dentro de casa
Eu só te sirvo para a maré vaza
Mas eu já sinto a minha maré cheia a subir

Meus olhos cansados abrem-se espantados
Prá vida de que me falavas
Pra combater contra os donos de escravas
Meus olhos verdes
Que te vão falar e que tu vais ouvir

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Sei aquilo que fui e que jamais serei
Mariazinha fui, em Marta me tornei
Sei aquilo que fui e que jamais serei

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008


Determinação, coragem e auto confiança são factores decisivos para o sucesso.
Se estamos possuídos por uma inabalável determinação conseguiremos superá-los.
Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.

Dalai Lama

sábado, 27 de dezembro de 2008


Show must go on

Ainda podes voar, nós dois ainda conseguimos voar ... voos rasantes também são voos .
Brevemente voltaremos a voar bem lá no alto ...
Só mais um pouquinho amor... já faltou muito mais ... já falta tão pouco ....
Nós os dois juntos conseguiremos fazer o show continuar ... o show tem de continuar ...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Cumpriu-se a magia do Natal

As saudades apertavam já. Era a hora certa para miminhos doces.
Houve quem não conseguisse passar sem dormir uma soneca, para estar bem fresquinho à hora do Pai Natal chegar ...
Os 4 magnificos "cotas" em plena actuação
A entusiástica aderência do magnifico público
Como estavam felizes os meus meninos. Missão cumprida, conseguimos transmitir-lhes a magia do Natal ...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Está quase a chegar ...

Todos os anos é hábito na consoada lá de casa fazermos um pequeno espectáculo. Um ano são os crescidos (que com o passar dos anos se tornaram cotas) outro ano são os pequeninos, que com o passar dos anos deixaram de o ser, porque outros pequenitos existem já, e é na verdade para as crianças que o Natal é mágico. Este ano é a vez dos crescidos, ou dos cotas, como nos quiserem chamar. Este ano vamos fazer uma entrevista ao Pai Natal. Para que a coisa além de pitoresca fosse didáctica, vi-me obrigada a pesquisar todos os segredos dessa simpática figura. Uma das coisas que descobri foi que o Pai Natal nunca morrerá, enquanto houver pelo menos uma pessoa no Mundo que acredite na sua existência ... Acordemos o que ainda temos de crianças dentro de nós, e façamos de conta que continuamos a acreditar que existe o Pai Natal, não deixemos morrer esta quadra, porque ela apesar de tudo, quer queiramos quer não, continua a ser mágica para todos nós ...

Viva a magia, viva o Natal. Desejo a todos nós um bom Natal, é só querermos, é só esforçarmo-nos um pouco e o Natal de 2008 poderá ser o melhor de sempre. Desejo-vos o melhor Natal do Mundo.

Bruce Springsteen "Santa Claus Is Coming To Town"

domingo, 21 de dezembro de 2008

Uma história da minha infância.


Sempre gostei de ler, desde muito pequena que sempre fui uma leitora compulsiva. Lembro-me da alegria que tinha quando recebia livros no Natal. Era na realidade a melhor prenda que me podiam dar. Tinha um livro daqueles com muito poucas palavras e muito ilustração cuja história me marcou até hoje. O livro não sei onde foi parar, a história é mais ou menos isto:

É inverno, inverno rigoroso mesmo, faz tanto frio, cai tanta neve e não há nada para comer. O Coelhito sai da sua toca e desesperadamente procura alguma coisa que lhe aconchegue o estômago, que até doí de tão vazio. De repente vê no meio da neve, qualquer coisa de muito semelhante a uma apetitosa cenoura. Aproxima-se e quando chega junto do que lhe tinha despertado a atenção, dá gritos de alegria, É na realidade uma gigante e tenra cenoura. Aproxima-a da boca, pronto a saciar a gigantesca fome, mas de repente lembra-se, e a minha amiga Ovelhita ? Também ela e os seus filhotes devem estar esfomeados. Decide então deixar a suculenta cenoura à porta da amiga Ovelha. Bate à porta e foge antes que alguém o veja. A Ovelhita abre a porta e depara com a cenoura. Dando gritos de contentamento leva-a para casa para a repartir com as suas crias. Mas de repente lembra-se, e a minha amiga Cabrita, tem estado tão doente, ela também deve estar a morrer de fome ... e depois o cavalo e depois a vaca ... e assim os animais vão deixando a cenoura à porta uns dos outros, todos eles famintos mas sempre pensando que há outro amigo a quem aquela apetitosa comida faz ainda mais falta que a eles próprios ... a história acaba quando o Coelhito sai da toca e vê a cenoura novamente à sua porta.

Não sei se ainda há histórias assim, não sei se ainda existem crianças que acreditem em histórias assim, não sei se o principio que a história contém deva ser seguido na selva onde vivemos hoje em dia. Eu continuo a gostar desta história ...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A vida

Uns atrás dos outros, vão passando quase sem darmos conta, uns iguais, ou quase iguais, outros um pouco ou muito diferentes, assim passam eles, os dias. Os dias que passaram e deixaram marcas para sempre, lembranças que nunca esqueceremos, os que passaram e que preferimos esquecer, e aqueles de quem nem sequer nos lembramos. Os dias que virão, e os dias de hoje, que só têm sentido se tivermos projectos para os dias que hão-de vir, se tivermos sonhos e força suficiente para lutarmos para que esses sonhos se transformem em realidade. Os dias de hoje vividos hoje, mas sem nos esquecermos de tentar que o amanhã ou o depois de amanhã seja tudo o que idealizámos hoje, ou talvez ontem. A vida, a vida de cada um de nós, é afinal apenas composta por segundos que formam minutos, que por sua vez formam horas, que formam dias, dias de ontem, dias de hoje, e dias de amanhã, dias que se sucedem a uma velocidade extraordinária, sem quase darmos conta. A nossa vida, a vida que temos por obrigação saborear, a vida que devemos viver intensamente, em cada milésimo de segundo.

Informação adicional

Mais precisamente, neste "Restaurant"( se a cozinha é francesa, é assim que se deve dizer, ora essa...)
A comer este apetitoso prato - "Entrecôte"

Esperando ansiosamente que o molho com 25 ervas aromáticas diferentes que tem por cima, seja alguma coisa apetitosa, e claro que traga alguma coisita a acompanhar, tipo batatas fritas, nem que sejam de pacote.

Vocês acham que depois desta inolvidável experiência eu alguma vez voltarei a ser quem era ?

E se conseguíssemos que as "tias" deixassem de ser como são ? Isso é que era Amigos, isso é que era ...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Desabafo


Boa, muito boa ideia Ana (sobrinha), é muito mais fácil comprar 2 prendas que 20, e muito mais barato, que a vida está cara, né ? recebemos só duas mas também para que é que precisamos de mais ? Grande ideia, Miuda !

Genial, mas que ideia tão genial Ana (decoradora), este ano é sorteado ? cada uma recebe uma prenda e dá uma prenda, mas que grande ideia, é que a vida está cara, a vida está mesmo extraordinariamente dificil.

Então porque é que tenho o canto das prendas atafulhado de sacos de tal maneira que quase não consigo mexer-me dentro do quarto ? Então porque é que já não suporto mais lojas e centros comercias? Então porque é que o meu cartão multibanco tem tido tanto uso nos últimos dias ? Então porque é que todos os dias me lembro, olha não comprei para este, olha esqueci-me daquele ?

Deve ter a ver com aquele meu problema de gostar tanto de oferecer, de me ser tão gratificante ver o contentamento estampado no rosto das pessoas de quem gosto, quando olham para aquela prenda especial, e pensam "era mesmo isto que eu queria". Será que este é mais um aspecto da minha personalidade que tenho de tentar alterar? Não, não, não, por favor não!