domingo, 21 de setembro de 2008

O Senhor Cagari-Cagaró

Se conseguissemos todos viver a nossa vida assim, ela seria com certeza muito mais bela !



A coragem de ser Cagari-cagaró

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Uma história sobre teimosia


Era uma vez na América, ou seria na Ásia ? Na Europa ? Em África ? Bem o local não interessa, nesta história apenas interessam os factos, portanto deixo ao vosso critério a escolha do local onde se desenrola a acção ...

um lobo e uma raposa, ou seriam um elefante e uma girafa ? ou um mosquito e uma formiga ? Bem o tipo de animais que eram também não interessa, nesta história só é importante que existam dois indivíduos, de preferência um do sexo masculino outro do sexo feminino ...

que eram muito amigos, ou seriam irmãos? ou genro e sogra? ou afilhado e madrinha ? Bem o parentesco entre eles também não tem grande importância para o desenrolar da história, portanto cabe a vocês escolherem a hipótese que mais lhes agradar ?

e tinham uma coisa em comum, eram os dois extraordinariamente teimosos (esta é a única parte de história onde não há opções de escolha).

Ora todos nós sabemos que dois teimosos juntos é coisa de fazer perder a cabeça a qualquer um, inclusivamente aos próprios. E teimosos como estes dois era coisa que nunca tinha sido vista em lado nenhum, o que agravava bem mais a situação. É certo que um acabava sempre por ceder, e que tentavam que a cedência fosse justa, ora um ora outro. É certo que ate achavam um bocado de piada à situação, porque nunca tinham encontrado outro teimoso que conseguisse ser tão teimoso como ele, mas também é certo que algum deles, aquele que era obrigado a ceder, saia sempre contrariado de cada situação.

Um certo dia resolveram que o primeiro que abrisse a boca em cada disputa, o mais rápido a falar, seria o que ganharia a causa. A partir daí era vê-los a falar ao mesmo tempo, sem se conseguirem ouvir um ao outro, e voltavam a repetir o que tinham dito em uníssono, e continuavam sem se perceberem, porque as palavras sobreponham-se e tornavam-se indecifráveis.

Foi então que deram conta que se continuassem teimosamente teimando em serem teimosos nunca mais se conseguiriam ouvir um ao outro e assim .... passaram a escrever em vez de falar, e o que conseguisse escrever mais rapidamente seria o que sairia vitorioso de cada situação.

"As coisas que queremos e parecem impossíveis só podem ser conseguidas com uma teimosia pacífica."
(Mahatma Gandhi)


Mais um Blog na blogosfera !


O escritor José Saramago estreou-se como blogger e inaugurou ontem um espaço pessoal na internet para comunicar com os leitores. A secção incluída no ‘site’ da Fundação Saramago chama-se “O Caderno de Saramago” e pode ser acedido em http://blog.josesaramago.org/

O escritor português com 85 anos propõe-se a "comentar acontecimentos, expressar opiniões, reflectir em voz alta “ e “comportar-se como mais um dos blogueiros que povoam o ciberespaço”, conforme anunciou a Fundação.

Para inaugurar o seu “caderno” na internet, Saramago recuperou um texto sobre Lisboa escrito há alguns anos atrás. Confessa que se emocionou ao reencontrar o texto que publicou com o título “Palavras para uma cidade” que segundo o escritor é “uma carta de amor, de amor a Lisboa”. O escritor decidiu agora partilhar esta carta com os seus leitores e amigos”, tornando-a outra vez pública, agora na página infinita da internet”.

O texto é acompanhado por um vídeo com fotos de Luís Pavão e música de Carlos Paredes. O prémio Nobel da Literatura português acabou o seu último livro “A Viagem do Elefante”, do qual já se pode ler um excerto que foi colocado no ‘site’ da Fundação com o seu nome e à qual Pilar, a sua mulher, preside.

P.S.
Espreitem, vão ficar agradavelmente surpreendidos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Novo Blog no bairro !


Finalmente a minha Cachorrita decidiu-se. Força Filhota .
Desejo-te inspiração infinita, acrescento que é o Blog mais lindo que conheço (que me perdoem todos os outros).

Link aqui ao lado - As palavras... que te direi !

A história de Cagari-cagaró e de Ralo-me-com-tudo

Há muitos, muitos anos, existiram dois meninos gémeos, daqueles que até os próprios pais têm dificuldade em diferenciar. Eram tão iguais fisicamente, como diferentes eram em personalidade. Os nomes utilizados nesses tempos era bem diferentes daqueles a que estamos habituados, assim um foi baptizado de Cagari-cagaró e o outro de Ralo-me-com-tudo. Curiosamente e vá-se lá saber porquê os nomes coincidiam com a maneira de ser de cada uma das crianças. Claro que o Cagari-cagaró era bem mais feliz que o outro, levando a sua vida sem preocupações de maior. Um certo dia apareceu na aldeia onde viviam uma personagem recambolesca, ninguém sabia de onde tinha vindo, mas todos depressa descobriram ao que tinha vindo. Tudo o que dizia tinha apenas um único intuito, fazer com que o seu interlocutor ficasse fora de si, inventava histórias extraordinárias com um único propósito, o de aborrecer o próximo. Já todos o evitavam, escondiam-se, tapavam os ouvidos quando ele falava, mas nada o parava.

Naquela manhã resolveu que estava na altura de aborrecer os gémeos. Procura-os por todo o lado e quando os encontra diz-lhes : sabem uma coisa ? aproxima-se uma enorme tempestade, não vai demorar uma hora a chegar aqui, acho melhor tentarem abrigar-se de qualquer maneira. Cagari-cagaró não ligou nenhuma ás palavras do estranho individuo, mas Ralo-me-com-tudo imediatamente começou a olhar à sua volta, tentando encontrar um sitio onde ficasse a salvo da intempérie. Os meninos tiveram nesse momento a primeira e única discussão da vida deles, e sem conseguirem chegar a acordo, um abrigou-se da hipotética tempestade numa casa abandonada que encontrou nas redondezas, o outro seguiu tranquilamente o seu caminho. Só que nesse dia e vá-se lá saber porquê, tinha passado por ali alguém que tinha perdido um baú cheio de notas. Ora quem de nós nunca sonhou encontrar um baú cheio de notas ? Cagari-cagaró não cabia em si de contente quando à noite (Ralo-me-com-tudo só percebeu que tinha sido enganado já o Sol se punha no horizonte) contou ao irmão o que tinha encontrado.


Moral da história : a partir de hoje vou tentar ser Cagari-cagaró, é que é bué da melhor, sem dúvida nenhuma.
P.S.
Já há muito tempo que ando a tentar, mas com esta história que acabei de inventar parece-me que consegui finalmente convencer-me a mim mesma.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende.

Eu aprendi... que ignorar os factos não os altera;

Eu aprendi... que quando damos importância a alguém, apenas estamos permitindo que essa pessoa continue a magoar-nos;

Eu aprendi... que é o AMOR, e não o TEMPO, que cura todas as feridas;

Eu aprendi... que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi... que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi... que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que nós perdemos.

Eu aprendi... que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar noutro lugar;

Eu aprendi... que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a esse respeito;

Eu aprendi... que todos querem viver no topo da montanha, mas toda a felicidade e crescimento ocorre quando a escalamos;

Eu aprendi... que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

William Shakespeare

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sobre o novo programa da SIC "Momento da Verdade"

Quando liguei a televisão já tinha começado. Era um Especial SIC em que o primeiro concorrente do Momento da Verdade tinha direito ao que parecia ser um momento de reabilitação da sua imagem.

Uma segunda oportunidade para que o Cabo (o concorrente era militar) explicasse melhor o contexto das respostas que tinham chocado o País, dizia a moderadora. O Concorrente tinha confessado em frente à esposa que a tinha traido com 15 mulheres diferentes, tinha pago para praticar sexo, fazia sexo sem preservativo, não gostava de brincar com a filha, e tinha batido noutro carro e fugido, além de outras coisas. Parou de responder ás perguntas quando já tinha ganho 25.000 €, teve medo do que lhe perguntariam a seguir. O Concorrente estava contente não só com o dinheiro que tinha ganho, como também por segundo ele, o assumir das suas fraquezas publicamente lhe permitirem regenerar-se e fazer dele uma pessoa melhor (?).

A filha do Concorrente, uma criança de sete anos que via em casa o programa em que o pai era a estrela terá a mesma opinião sobre o mérito do concurso? Para mim a intimidade de cada pessoa, os seus erros e falhas são conversa para ter com a nossa consciência, ou com quem pelos seus laços de genuíno afecto mereça que com ela a partilhemos.

Pornografia pura, este explorar de imaturidades e fragilidades. Como se pode hipocritamente fazer dinheiro à custa de imbecis?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Estas são as fotografias a dois possiveis de publicar

Lamentamos a falta de fotogenia dos intervenientes, sim que nós lindos somos, só não somos fotogénicos.

De volta à realidade

O mar é sempre igual, os campos plenos de milho de um verde radioso também, as povoações mantém características semelhantes com alterações q.b., as distâncias entre elas encurtaram, o que dantes era longe é agora extraordinariamente perto, curiosamente a maior mudança está dentro de mim. Estou diferente, tão diferente, no entanto a essência é igual, extraordinariamente igual.