sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Este fim de semana vou realizar um sonho


Todos nós temos recordações de infância. As más não vale a pena relembrá-las, as boas aconchegam-nos durante a vida. Algumas das boas recordações que tenho da minha, têm um local onde foram vividas, Loureiro, Touce, Oliveira de Azémeis, quinta para onde foram viver os meu avós paternos depois de se reformarem. Não eram pessoas muito afectuosas os meus avós, mas sei que gostavam de mim e eu gostava deles. As boas recordações vêm mais da liberdade que tinha quando para lá ia, os passeios de bicicleta, o rio onde as mulheres lavavam a roupa, o pinhal onde se apanhava a lenha para o inverno, os cheiros dos fogões a lenha, as desfolhadas nas eiras, os sabores da broa de milho como nunca mais consegui encontrar, as regueifas, os rojões, as enguias, as festas de Nossa Senhora de La Salette, em Oliveira de Azeméis, os animais que não podia ter na minha casa em Lisboa e que sempre adorei, a praia da Torreira, do Furadouro, do Areinho na Ria de Aveiro, as vindimas, e tanta outra coisa de que tenho saudades. Há já muito tempo que tenho o sonho de lá voltar, de ver como tudo está, de relembrar in loco o que lá vivi. Vou realizar esse sonho este fim de semana, sei que ao fim de 40 anos vou encontrar tudo diferente, mas bem cá no fundo tenho esperança de conseguir encontrar alguma coisa igual, nem que sejam apenas os cheiros, das praias, dos campos, dos pinhais. Fica já aqui prometido, 2ª feira conto-vos como foi.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

"As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações. "
Antoine de Saint-Exupéry

Porque não libertarmo-nos da nossa condição de crescidos e voltarmos a ser crianças. Bora lá tentar ter um dia cheio de "bom feeling".

Esse coração assim desagasalhado, vais sair assim?
O sorriso aonde é que está?
Tás a pensar que vais aonde assim?
Tens mesmo é que buscar, buscar, buscar, ir fundo, ri só, ri só!

Bom feeling para cantar!
Bom feeling para curtir!
Bom feeling para dançar!
Bom feeling para nos fazer sorrir

Deixa a janela do sorriso aberta

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Clã - Sopro do Coração

Poucos sabem que gosto de Clã, resolvi hoje partilhar este meu segredo com todos vocês.


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Força Ana .



Ana,

Sei que não nos conheces, mas conhecemos-te nós tão bem como conhecemos o Dionísio e a Patrícia que te trazem com eles sempre que estamos juntos. A amizade que temos por eles, sentimos por ti, talvez gostemos de ti ainda mais um bocadinho que deles, dada a situação em que te encontras. Estamos todos aqui a fazer uma corrente de energia positiva para que melhores rapidamente, para que o teu sofrimento não se torne maior do que já era, para que este pesadelo se resolva pela positiva o mais depressa possível. Ana estamos todos a torcer por ti, não desistas por favor, precisamos de ti.

Uma história para reflectir

O Riacho

Um riacho da montanha, esquecendo-se de que devia a sua água à chuva e a pequenas nascentes, resolveu crescer até ficar do tamanho de um rio.

Pôs-se então a atirar-se violentamente de encontro às suas margens, arrancando terra e pedras a fim de alargar o seu leito.

Mas quando a chuva acabou a água diminuiu. O pobre riacho viu-se preso entre as pedras que arrancara de suas margens e foi forçado a, com grande esforço, encontrar outro caminho para descer até o vale. Moral da história: Quem tudo quer tudo perde.

Leonardo da Vinci

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Mais um recadito

É tão bom ter amigos. Adoro ter amigos. Amigos verdadeiros, amigos de quem gosto incondicionalmente. Para mim na amizade é tão importante dar como receber. Adoro ver os amigos felizes, alegres, de bem com a vida. Gosto de os ajudar nas fases dificeis porque todos nós passamos, embora algumas vezes essa seja uma missão bem difícil. Gosto de os lembrar de coisas que prometeram e que devido a situações dificeis se esqueceram que tinham prometido, gosto de lhes lembrar segredos que me contaram e que podem alterar a sua vida, porque há alturas da nossa vida em que nos esquecemos do que dissemos embora fosse bem melhor lembrarmo-nos do que foi dito. Gosto que eles saibam que podem contar com a minha amizade, embora haja momentos em que se esqueçam que são meus amigos. No entanto uma amizade nunca pode ser uma algema, todos precisamos de ar para respirar, dar espaço ao outro para ter a sua individualidade, e aceitá-lo com as suas diferenças. Deixo-vos aqui uma máxima que todos deveriamos tentar seguir:

Devemos pedir aos amigos só aquilo que é honesto, e fazer por eles apenas aquilo que é honesto.
(Cícero)
Para mim a sinceridade sempre foi uma virtude, e mesmo que tente não ser sincera nunca consigo que me levem a sério, sou uma péssima actriz, pelo menos no teatro da vida. Gostaria algumas vezes de fingir, de enganar os outros, mas está fora de questão consegui-lo, há sempre qualquer sinal físico que me atraiçoa, portanto desisti de tentar. Há alturas da minha vida que gostaria de ser melhor actriz, para lidar com os outros de igual para igual, claro que não me interessem pessoas que apreciem o jogo da mentira, do engano, todos nós as temos nas nossas vidas, umas vezes tão bons actores que quando descobrimos a verdade temos grandes decepções, outras vezes, e estas são as menos perigosas, sempre soubemos que são assim, e sempre as aceitámos assim. Mas como está fora de questão conseguir mudar, até porque tenho teimosamente um grande orgulho neste meu "defeito", terei de me resignar a continuar a ser assim: SINCERA !

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O prometido é devido, Gaudêncio regressa em Setembro, aqui está ele, para que não faltem estrelas nos nossos céus. Uma mensagem para todos nós "Everyday we have the blues", que mais podemos nós desejar ... acrescentemos azul ás nossas vidas, comecemos a tentar perceber os pássaros, a voar como o Jardel sobre os centrais, a saber porque dão seda os casulos, os sonhos nunca são sonhos demais ...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espectáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espectáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...
O porvir...
Sim, o porvir...

Álvaro de Campos

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Talvez ...


Tão difícil, mesmo complicado. Não percebi ainda se o problema está nos braços, nos dedos, nas pernas, possivelmente está nos neurónios que tiveram durante um mês exercícios bem mais simpáticos para resolver. E depois é só desgostos. Feriados só em Dezembro. Três meses a trabalhar sem a alegria de um dia extra de descanso, só fins de semana que todos nós sabemos como passam rapidamente. Talvez comece a gostar de estar aqui, na casinha cor de rosa, talvez os fins de semana comecem a passar mais lentamente, talvez os fins do dia façam esquecer as horas passadas a trabalhar, talvez a minha vida particular me traga tantas alegrias que esqueça como é difícil ganhar o que preciso para viver, talvez deixe de haver quem não tenha meios para sobreviver, talvez o nosso País comece a sair de todas as crises económicas e sociais, talvez a saúde do nosso Planeta deixe de estar ameaçada por nós, talvez ...