quinta-feira, 19 de junho de 2008

O Chico faz anos hoje. Parabéns ao Chico.


Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque (Rio de Janeiro, 19 de Junho de 1944) é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro.

Chico de Hollanda, de aqui e de algures "Parceiro de euforias e desventuras, amigo de todos os segundos, generosidade sistemática, silêncios eloquentes, palavras cirúrgicas, humor afiado, serenas firmezas, traquinas, as notas na polpa dos dedos, o verbo vadiando na ponta da língua - tudo à flor do coração, em carne viva... Cavalo de sambistas, alquimistas, mundanas, olhos roucos, suspiros nómadas, a alma à deriva, Chico Buarque não existe, é uma ficção - saibam. Inventado porque necessário, vital, sem o qual o Brasil seria mais pobre, estaria mais vazio, sem semana, sem tijolo, sem desenho, sem construção."
Ruy Guerra (cineasta e escritor)

Bastava aparecer na censura uma música de sua autoria para os censores tentarem a transformação para peritos - Chico escondia a revolução entre as linhas de suas letras. Foi perseguido a cada passo, teve os seus microfones desligados durante um show com Gil, quando foi apresentar Cálice ao público - mas tal qual Julinho, escorregava pelas mãos da ditadura usando tão somente sua genialidade.

Modelador de palavras, tem o dom único de descrever sentimentos como quem vive cada dor ou alegria - fala por nós - e não há quem, alguma vez na vida, ao ouvir as suas composições, não tenha jurado que Chico esteve por um momento na sua alma para ter conseguido descrever a emoção indescritível.
Carô Murgel (escritor)


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ouvi hoje de manhã na rádio esta notícia:

Um empregado de um posto de combustível no Norte do País, de 70 anos de idade, ao ser ameaçado por dois assaltantes armados, defende-se com um agrafador. Atira o agrafador à cabeça de um dos assaltantes que cai para o chão, e aproveitando a confusão instalada luta com o outro. Ambos os assaltantes foram presos e o empregado regressou a casa depois de ter sido tratado no Hospital local sem apresentar ferimentos de gravidade.


Fiquei a pensar no assunto e cheguei ás seguintes questões:
  • A nossa Polícia aconselha-nos a não oferecer resistência em caso de assalto, estará certa ou errada ?
  • Devido ao empregado da gasolineira ter uma idade avançada estará senil ? Ou estará pura e simplesmente marimbando-se para a vida ? Será um herói, um verdadeiro descendente de D. Afonso Henriques ? Será que não é deste planeta ?
  • O agrafador em causa seria um agrafador especial ? Será que se começarmos a andar munidos de um agrafador no bolso conseguiremos deter todos os malfeitores ?
Vou tentar saber a resposta para todas as minhas dúvidas, entretanto espero não ser assaltada !

terça-feira, 17 de junho de 2008

Agradecimento



Ficámos super sensibilizadas pela vossa presença no meu humilde blog, Sr. Coisinho e Sr. Tóne, aproveitamos para vos fazer um pedido, uma vez que só os Senhores sentiram na pele o final desta história, só vocês podem descrever esse final com a veracidade que gostaríamos que o mesmo tivesse, assim esperamos que em parceria com o Sr. Gaitinhas e o Sr. Pintas Malaico nos contem o que realmente aconteceu a seguir.

Gratas desde já,

Atentamente,
A Concorrência e Misteriosa Lua

Tóne - IV episódio

Gaitinhas - é giraça, hem meus, ena pá bruta mini-saia, grandas legs, nunca tinha visto umas assim meus .
Pintas Malaico - e a tatuagem ? vocês já me puseram os olhos naquilo ? é uma carpa mamona gigante ou o caraças, se não é pelo menos parece, e vai mesmo até onde aqui o Ge gosta que as coisas acabem, he he he .
Tóne - Não posso, a gaja sabe assobiar, Cindy, o Cindy toca-me aqui com esses dedos todos lambuzados, que se há gaja que me tire do sério é gaja que assobia como tu, ó boazona.
Gaitinhas - Vamos ter que nos organizar e passar à acção se não o Coisinho acaba a actuação e nós ficamos a olhar para as estrelas do céu, ou pior que isso a contar as tábuas do tecto.
Pintas Malaico - olha é o monhé do quer fró, embutes comprar o ramo todo e oferecê-lo ás gajas.
Tóne - Dêm corda aos sapatos meus, tirem os ovos debaixo dos braços ou o caraças, se não o careca manda-chuva adianta-se-nos e nós ficamos a ver os barcos a irem de saída.
Gaitinhas - Embutes pedir o intervalo ao gajo que vai dar os olhos à outra ? Assim pode ser que as gajas vão fumar, e o pessoal faz-lhe o cerco já ali ao pé do assador das bifanas. Intervalo. Intervalo !
Pintas Malaico - Olha resultou ! As gajas alevantaram-se, tragam as frós e embutes fazermo-nos às febras.
Tóne- Que é esta cena meus ? Então o Coisinho também vai atrás delas ou estou a ver tudo turvo ? Já me está a cheirar mal, quem é que se abriu ó grandas javardos, se vão para o pé das gajas com esses vapores as gajas dão logo de frosques, vamos lá a ver se atinam, não podem guardar as bujardas para quando forem à pesca, ou lá para casa, não me digam que têm o olho relaxado.

Com um brilhozinho nos olhos os nossos três amigos conseguem chegar finalmente juntos das três boazonas. Embora estas já estivessem em amena cavaqueira com o Coisinho, nem isso os fez parar, eles eram lá gajos para desistir de febras daquela qualidade, e além disso tinham-nas fisgado primeiro, antes o poço da morte que tal sorte.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Tóne - 2º fascículo

"Ganda corte, finalmente chegaste, já estava a ficar traumatiziado com tanta demora" grita subitamente o Tóne ao avistar alguém que irrompera pela Taverna com ar de quem tinha sido atropelado por um comboio. ( Para melhor compreensão do texto e para que num futuro próximo o mesmo possa ser teatralizado, ele passará a diálogo, a partir de agora)

Pintas Malaico: "Meu, nem sabes o que me aconteceu",
Tóne :"Não sei nem quero saber, o importante agora é engatarmos as boazonas"
Pintas Malaico: " Onde é que elas estão? vinde, vinde a mim coisinhas boas, olha aqui para mim tão lindoso"
Tóne: "Calminha engatatudo olha que a boazuda é para mim, tu ficas com a outra e já estás com sorte de haver alguma de sobra"
Pintas Malaico:" ? Eu fico com aquela porcaria ? Se eu soubesse que era para isto, não tinha vindo, olha para ele, assim como assim ficava com a gaja lá de casa, ao menos essa já conhece as tácticas que dão gozo aqui ao Ge"
Tóne: "Ai ele é isso granda sacana , pois digo-te já se queres a feiosa muita bem se não queres dá de frosques que eu vou ligar ao meu amigo do rabo de cavalo, pode ser ser que ele não seja tão esquisito como tu, ó esquisitinho, até parece que o que tens lá em casa é uma granda Cinderela, ó Gaudêncio . Dá de frosques que nem te posso olhar para a focinheira, tchau, adieus, arriverdeci, vai pela sombra ó cara de trolha da Areosa"

Tóne ainda não refeito com a atitude do amigalhaço, pega no telemóvel e liga para o Gaitinhas, esperando que o seu grande amigo não lhe negue a ajuda desejada, e ao mesmo tempo pensando que se o gajo do rabo de cavalo não estiver com grande vontade de farra, a única hipótese que terá será dar o tratamento ás duas boazudas sozinho, parecendo-lhe no entanto tarefa árdua demais para um gajo só. Em último recurso passaria pela Farmácia mais próxima e compraria os milagrosos comprimidos azuis, aguado é que não podia ficar. O tanas, mais a mais a louraça não deixava de o galar. Ai coisa boa aguenta-me só mais um coche que tu e eu queremos o mesmo filha, tu tem-me calma minha rapsódia em sol maior. Ainda mal tinha desligado da conversa com o Gaitinhas, Tóne dá-se conta de que alguém se aproximava, olhando para trás diz espantado :
Tóne: "Então arrependeste-te de dar de frosques ó guerreiro de Malaca ?
Pintas Malaico: "É que quando passei por ela a gaja alevantou-se meu, e aí é que eu vi, a gaja pode ser feiosa mas tem uma granda bunda, a padaria lá de casa não tem esta qualidade, nem nada que se pareça, e gajo tu sabes bem como eu sou vidrado em bundas"
Tóne: "pois mas agora já não dá, devias ter visto a bunda da gaja antes, agora já chamei o Gaitinhas e o gajo vem aí a abrir, com o bujon, todo entusiasmado com a cena"
Pintas Malaico: "Quero lá saber meu, eu estou primeiro, desenrasca-te que eu não tenho nada a ver com as tuas combinações, era o que mais faltava, a feiosa é minha e acabou, olha e se te doer alguma parte do corpo... vai ao médico !"


(continua ...)

Roda o palco !

Mais conversa de gajo


São muitíssimo bem pagos para jogar, têm o apoio incondicional de todos os Portugueses, de uma maneira que quase toca o ridículo, então porque é que o Treinador os poupa. Coitados, estão bué de cansados por fazerem um jogo de 8 em 8 dias ? Nós não ganhamos o que eles ganham, poucos ou nenhuns nos apoiam, e que remédio temos se não esforçar-nos e dar-mos o nosso melhor. Jogo de caca, jogo para encher calendário, para poupar os titulares. É certo que os que jogaram, se deviam ter empenhado mais, porque é que não o fizeram? Tiveram a sua hipótese de brilhar e limitaram-se a desperdiça-la. Quaresma, Valdemar, Helder Postiga são jogadores que nos seus clubes fazem bem melhor do que fizeram ontem. De destacar ainda a arbitragem que não deixou ninguém jogar. Cinquenta e tal faltas num jogo é obra, os gajos estavam mesmo atentos ás jogadas. Senhores jogadores da Selecção Nacional os portugueses merecem mais empenho de todos. Assim não vamos lá !

domingo, 15 de junho de 2008

Mais um dia de pesca !

O dia amanheceu com profusão de cores e cheiros. Cheiros já conhecidos de outras lides, cores em cambiantes de verdes , azuis e dourados que nos faziam acreditar que seria mais um dia em que a natureza se sobreporia ao betão, trazendo-nos consequentemente aquela letargia do corpo e aquela limpeza da alma, que nos faz sentir tão bem. Contrariamente ao que tínhamos imaginado o calor não se fez sentir de modo a prejudicar a nossa terapia anti-stress. A amenidade da temperatura ambiente levou-nos a mim e à amiguita Fatela a experimentar as águas da barragem, tendo as duas em uníssono chegado à alegre conclusão de que água tão quentinha como aquela nem no Algarve. ZA e JC descomprimiram como já é habitual, tendo a quantidade de peixe pescado (12 kg) ajudado na terapia da descompressão do corpo e da alma. O almoço foi desta vez deglutido com o conforto merecido, com mesa e cadeiras, e as enguias e o choco frito estavam apetitosos o suficiente, para justificarem a fama da tasca do Sr. Zé. A Fatela conseguiu finalmente dominar na perfeição a técnica do assobio, tendo assim garantido a sua tão desejada viagem a Madrid, já no próximo mês de Julho, para ver o concerto da Shakira. Regressámos a casa cansados e felizes, esperando ansiosamente o dia da próxima pescaria.

À hora combinada fizemo-nos à estrada rumo a Santa Susana. Sempre atentos a carros suspeitos, tentámos não exceder os limites de velocidade. Chegados à barragem, demos conta que o nosso local habitual de pescaria já estava ocupado, o que nos levou a balbuciar inúmeras blasfémias tipo filhos da ... e outras dentro do mesmo género. Depois de escolhido o melhor local para o fim que nos tinha levado até lá, dispusemos tacticamente cadeiras e chapéus de sol, de modo a nos sentirmos bem confortáveis. O calor não era demasiado, e as carpas e os abletes corresponderam ao nosso chamamento. Para aproveitar bem o pouco tempo que tínhamos para a pesca, mandámos as gajas comprar as belas das enguias e do choco frito quando sentimos a barriga a dar horas, tendo o repasto sido a contento de todos. Os peixes começaram a picar mais amiúde depois de almoço como já é habitual, e o resultado da pescaria foi dentro das expectativas. Não fossem os fulanos das motos de água, que teimosamente passaram o dia todo bem junto de nós, o dia teria sido perfeito. Na próxima vez, teremos de escolher outro local para abancarmos, porque a poluição sonora e ambiental das motos de água, obrigou-nos a ambicionar inúmeras vezes durante o dia, termos ido apetrechados de uma fisga, utensílio que não nos esqueceremos de levar de próxima vez, estando nós convictos de que se os gajos levarem com uma bela de uma pedrada nos cornos, com certeza deixarão de nos estragar o dia. Para o dia ter sido perfeito, só faltou mesmo a visualização de resmas de gajas boas, mas olha que se lixe, oportunidades para esse tipo de pesca não nos faltarão com certeza.


quinta-feira, 12 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Gosto de ti Amor. Gosto de ti há muitos, muitos anos. As relações tendem a alterar-se com o passar dos anos e com o crescimento individual de cada um. Conheci-te tinha 16 anos, crescemos juntos, como seres humanos virados para os mesmo ideais, para a mesma forma de estar na vida. A nossa relação, por muito estranho que possa parecer, mantém a intensidade que tinha quando descobrimos que gostávamos um do outro. Gosto de tudo em ti, do teu sentido de humor, da tua entrega ao próximo, da tua descomplicação do que para mim às vezes é complicado, e de tantas outras coisas. Quando me dás aquele abraço que só tu sabes dar, a vida torna-se leve, todos os problemas deixam de ter importância. Viciei-me em ti, nas tuas palavras, na tua maneira de ver a vida, no teu corpo, na tua pele. Quando não te tenho a meu lado fico incompleta, falta-me uma parte de mim. Ás vezes a vida trás-nos obstáculos extraordinariamente difíceis de ultrapassar, algumas das vezes a forma de os contornar afigura-se-nos como uma missão impossível, no entanto tu e eu sabemos por experiência própria, que há sempre uma saída. Lembra-te de todas as barreiras que ultrapassamos juntos, e sempre vitoriosos. Tal como eu, tu também sabes, o nosso amor transformou-nos numa dupla invencível, só temos que nos lembrar disso em cada segundo da nossa vida.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Gosto de Rui Veloso. Mais um fenómeno que não consigo explicar, só sei que tudo o que ele canta eu gosto de ouvir. Ouvi pela primeira vez esta canção há 2 ou 3 dias e acho-a linda. Chama-se Intervalo e faz parte do último cd da banda Perfume. Pesquisei na Net os nomes dos autores da letra e da música mas não consegui descobrir quem eram. Gosto de tudo, possivelmente porque está lá o Rui.



Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Vida à média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…