segunda-feira, 9 de junho de 2008

A nossa vida muda de segundo para segundo, nada é permanente. Já por várias vezes pensei que poderei um dia ter de fazer a opção de deixar de escrever, de por um fim neste meu blog, de deixar de comentar nos vossos, de desaparecer deste cantinho mágico onde a amizade toma proporções gigantescas. Vêm-me sempre as lágrimas aos olhos, e dá-me aquele aperto na garganta e no peito quando penso que algum dia terei de fazer essa opção. Vai ser para mim muito, mas mesmo muito dificil sobreviver, se algum dia tiver de fazer essa escolha, no entanto com certeza sobreviverei, penso eu, a saída será ficar sempre por aqui, invisivel, a sentir-vos sem falar, sem vos dizer o que penso ou o que sinto, mas sempre aqui por trás do pano, continuando a gostar de vocês como gosto. Vocês deixarão de me ver, de me apoiar, deixaremos de brincar juntos, mas eu sentirei sempre do lado de cá, sem vocês darem conta, tudo o que vocês sentirem. A minha amizade por vocês é e será sempre um sentimento inabalável.

domingo, 8 de junho de 2008


Andreia, Carol, Dionisio, Fátima, Isabel, Joana, João, Patricia, Rogério e Zé, a nossa complicada missão teve um final feliz. A Patrícia gostou mesmo da nossa prenda !

sexta-feira, 6 de junho de 2008


Para ti amiga Patrícia.
Muitos parabéns Linda !
Um dia repleto de sensações maravilhosas.

Durante a nossa vida:

Conhecemos pessoas que vêm e que ficam,
Outras que, vêm e passam.
Existem aquelas que,
Vêm, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vêm e se vão com uma enorme vontade de ficar...

Charles Chaplin

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A verdadeira história das carpas mamonas

Escutai agora Senhores esta história, que acontecerá daqui a muitos, muitos anos, num futuro longínquo, quando no Mundo não existirem mais peixes em liberdade, e todos eles estejam presos em viveiros onde serão gerados, criados e alimentados, de modo a satisfazer as necessidades dos humanos, sem ninguém atender aos seus direitos, necessidades e convicções. Haverá então uma revolta que ficará conhecida como "A revolta das carpas mamonas", e é precisamente essa história que vos vou tentar contar a seguir.

Tendo os peixes em conversa uns com os outros, tido conhecimento que os seus antepassados, ao contrário deles, viviam em lindos mares, lagos, albufeiras e rios onde nadavam livremente, sem redes e muros que os prendessem, onde se amavam profundamente, que fruto desse amor nasciam pequenitos peixitos a quem também amavam e por quem eram amados, e que se alimentavam daquilo que conseguissem com o seu trabalho pescar, e não daquilo que lhes era oferecido sem necessidade de qualquer esforço, resolveram unir-se todos, e liderados por um grupo de carpas, que devido a serem mamonas, eram tratadas de maneira diferente pelos humanos, que as acariciavam e lhes davam liberdade que aos outros peixes era negada, rebentaram redes e muros e foram à descoberta do mundo dos seus antepassados, de que tanto já tinham ouvido falar. Maravilharam-se com o que descobriram, extasiaram-se com as cores dos seus novos mundos, amaram-se uns aos outros com uma intensidade que quase os enlouquecia, e experimentaram gostos e cheiros que lhes provocaram êxtases de sensações.

Mas nada dura para sempre, e os humanos desabituados de pescar, começaram a sentir necessidade de incluir peixe na sua alimentação. Assim, depois de muita pesquisa e discussão decidiram procurar os últimos pescadores de que tinham conhecimento: ZA e JC. Pescadores cujos feitos eram narrados quase como fábulas ZA e JC , dispuseram-se então a com sua imensa sabedoria sobre a antiga arte da pesca, ajudar os outros humanos. Munidos do que era necessário para levar a bom termo a sua tarefa, dirigiram-se para uma barragem e aí começaram a tentar convencer os peixes de que a sua única hipótese de sobrevivência seria voltarem para a prisão dos seus viveiros.

É nesse momento que se dá o grande milagre. Do meio da água emerge uma linda carpa mamona, com longos cabelos de um louro com reflexos simultâneos de Sol e luar, com um corpo divinamente curvilíneo, e que com os seus lindos olhos da cor do céu, olha fixamente nos olhos de ZA, e sem desviar o olhar suplica aos dois pescadores que os deixem continuar a viver em liberdade. ZA, que no instante em que vislumbrou a carpa imediatamente se apaixonou por ela, e JC, cujo maior sonho da sua vida sempre fora descobrir porque é que as carpas eram denominadas de mamonas, e via agora a hipótese de ver o seu sonho realizado, imediatamente chegaram a acordo.

Mentiram aos outros humanos inventando uma rebuscada história em que os peixes já não eram iguais aos do passado, não havendo assim qualquer hipótese de os capturar, e compraram uma casita mesmo junto ás margens da barragem, para onde foram viver e onde foram felizes para sempre, eles, os outros peixes e especialmente as carpas mamonas que passaram a ter um novo componente na sua alimentação, componente esse que ZA e JC lhe ofereciam diariamente, que lhes proporcionava prazeres quase divinais, que viciava tudo e todos, e sem o qual já não conseguiam viver.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A posição da mamada. O tempo de mamada faz diferença?

Para que o leite saia adequadamente, outro cuidado importante é garantir que a mulher esteja bem acomodada, na posição mais confortável que encontrar. Isso porque a tensão muscular da mulher é um factor que tende a atrapalhar. "Se a mulher está muito tensa, o leite pode demorar a descer", ensina a nutricionista Tessa Guimarães, do Hospital da Criança Santo Antônio. E mais: a posição recomendada é coloca-lo com a barriga encostada na barriga da mulher, o que torna a mamada mais agradável para ele.

Sim, o tempo de mamada faz muita diferença. Existem dois tipos desse leite branco: o anterior, produzido no intervalo entre uma mamada e outra, e o posterior, fabricado durante a mamada, alguns minutos após a sucção. Por isso, se o tempo de mamada for muito curto, o leite posterior não é produzido. O ideal é que a mamada dure de 15 a 20 minutos em cada peito. O leite posterior é importante porque tem maior concentração de gordura que o anterior e ajuda a ganhar peso.

Para quem anda à procura de mama !

Os Incorrigiveis - Ricardo Araujo Pereira - Deixa - me Mamar


terça-feira, 3 de junho de 2008

Bora cantar os parabéns ?



Jorge Manuel d’Abreu Palma nasceu em Lisboa, a 4 de Junho de 1950, e com apenas seis anos, ao mesmo tempo que aprendia a ler e a escrever, iniciou os seus estudos de piano, realizando, com apenas oito anos, a sua primeira audição no Conservatório Nacional.




"Podem falar, podem falar
que o meu lugar é andar e o meu passo é correr

de vez em quando a cantar, de vez em quando a sofrer
podem falar, podem falar
mas estão a perder tempo
se pensam que um dia me hão-de amarrar"




"Em Jorge Palma sobressai a capacidade de redescobrir a música, de criar uma forma atraente, de exibir sentimentos, explorar emoções, e cativar sempre mais gente, a acompanhar a sua solidão junto ao piano, num misto de querer estar só, mas com todos os outros".


Atrás dos Tempos
(letra e música de Fausto Bordalo Dias)

Eu pego na minha viola
E canto assim
Esta vida

A correr
Eu sei que é pouco e não consola
Nem cozido à portuguesa há sequer
Quem canta sempre se levanta
Calados é que podemos cair
Com o vinho molha-se a garganta
Se a lua nova está para subir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir
Eu sei de histórias verdadeiras
Umas belas
Outras tristes de assombrar
Do marinheiro morto em terra
Em luta por melhor vida no mar
Da velha criada despedida
Que enlouqueceu e se pôs a cantar
E do trapeiro da avenida
Mal dormido se pôs a ouvir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir
Sei de vitórias e derrotas
Nesta luta que se há-de vencer
Se quem trabalha não esgosta
No seu salário sempre a descer
Olha a polícia
Olha o talher
Olha o preço da vida a subir
Mas quem mal faz
Por mal espere
Se o tirano fez a festa
P'ra fugir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir
Mas esse tempo que há-de vir
Não se espera como a noite
Espera o dia
Nasce da força que transpira
De braços e pernas em harmonia
Já basta tanta desgraça
Que a gente tem no peito
A cair
Não é do povo
Nem da raça
Mas do modo como vês o porvir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir

Quereis festa ? Aqui vai ...


SONETO DE TODOS OS CORNOS

Não lamentes, Alcino, o teu estado,
Corno tem sido muita gente boa;
Corníssimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes cornos têm reinado.

Siqueu foi corno, e corno de um soldado:
Marco Antonio por corno perdeu a c'roa;
Anfitrião com toda a sua proa
Na Fábula não passa por honrado;

Um rei Fernando foi cabrão famoso
(Segundo a antiga letra da gazeta)
E entre mil cornos expirou vaidoso;

Tudo no mundo é sujeito à greta:
Não fiques mais, Alcino, duvidoso
Que isto de ser corno é tudo peta.


SONETO DA CÓPULA CANINA

Quando no estado natural vivia
Metida pelo mato a espécie humana,
Ai da gentil menina desumana,
Que à força a greta virginal abria!

Entrou o estado social um dia;
Manda a lei que o irmão não foda a mana,
É crime até chuchar uma sacana,
E pesa a excomunhão na sodomia:

Quanto, lascivos cães, sois mais ditosos!
Se na igreja gostais de uma cachorra,
Lá mesmo, ante o altar, fodeis gostosos:

Enquanto a linda moça, feita zorra,
Voltando a custo os olhos voluptuosos,
Põe no altar a vista, a idéia em porra.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Não resisti a partilhar com vocês esta poesia alentejana , como foi chamada por quem a mandou por mail.


Tava eu tirando moncos
Cá da cana do nariz
Enquanto fazia uma mija
Assim tipo... chafariz


Tinha a bexiga tã chêia
Que fiquê lá uma hora
Quando m' assomê em volta
Tinha-s'ido tudo embora


Sacudi o 'coiso e tal'
Enquanto coçava a bilha
De tal manêra atascado
C'o entalê na braguilha

Tirê as botas do lodo
Que fizera na mijada
Sacudi tamém as calças
sempre com ela entalada

Pedi ajuda à Ti Micas
Que cerca dali morava
Mas depilou-me os tomates
Ca força com c'a puxava

Ensanguentado da pila
Fui aos tombos pelo monti
Vomitando quasi as tripas
Nã sêi se queres que te conti

Comera dôis pães de quilo
C´um garrafão p'rájudari
Nâ admira ter tado
Três horas a vomitari

Detê-me na palha fresca
Para ver se descansava
Enterrê-me logo em bosta
Da vaca c'ali pastava

foi assim qu'essa tarde
conheci um caracoli
Dêtados os dois na palha
os cornos secando ao soli

domingo, 1 de junho de 2008


No meu perfil menciono que a minha escritora favorita é Isabel Allende. Os seus livros levam-me a lugares que gosto de imaginar, as suas personagens são deliciosamente cúmplices de mim, a intensidade do que é escrito faz-me não conseguir parar de ler até chegar ao fim de cada história. Isabel Allende faz-me ficar sempre à espera de um próximo encontro, para novamente voar com ela para terras, pessoas e histórias tão distantes e no entanto tão próximas de mim.

Excertos extraidos do livro Paula de Isabel Allende

"Silêncio antes de nascer, silêncio depois da morte, a vida é um mero ruído entre dois insondáveis silêncios."



"Os filhos, como os livros, são viagens ao interior de nós próprios, nas quais o corpo, a mente e a alma mudam de direcção, regressam ao próprio centro de existência"

"A mente selecciona, exagera, atraiçoa, os acontecimentos esfumam-se, as pessoas esquecem-se e, no fim, resta apenas o trajecto da alma, esses escassos momentos de revelação do espírito. Não interessa o que me aconteceu, mas sim as cicatrizes que me marcam e distinguem"


Excertos extraidos do livro Eva Luna de Isabel Allende

"... a realidade não é apenas o que se vê à superficie, tem também uma dimensão mágica e se alguém o deseja veemente é legítimo que a exagere e lhe dê uma cor para que a passagem por esta vida não seja tão aborrecida"




"..., deixei de examinar-me ao espelho para me comparar com as mulheres perfeitas do cinema e das revistas e decidi que era bela pela simples razão de que o desejava ser..."